27/02/2017
Mais uma obra concluída!
Depois de ter estado cerca de dois anos fechada ao público e de ter sofrido um conjunto de obras de restauro e de recuperação, a Igreja Matriz reabriu finalmente portas este domingo, sob o olhar curioso e expectante de largas centenas de pessoas. O edifício volta a mostrar-se à cidade de cara lavada, mas sem perder a força, os traços e as memórias que fizeram desta igreja um dos corações fortes da cidade famalicense.
O presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, elogiou a audácia e a coragem de todos quantos se esforçaram para que a obra se concretizasse, referindo-se particularmente ao movimento cívico "Eu Sou Matriz" que mobilizou a comunidade famalicense na angariação de fundos, conseguindo obter mais de 100 mil euros.
Já o Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, confessou ter vivido esta tarde em Famalicão um momento de grande alegria e de felicidade. "É um momento de grande jubilo, mas ao mesmo tempo de grande responsabilidade para todos. Se é difícil edificar fisicamente uma igreja, mais difícil ainda é construir uma igreja espiritual, uma igreja viva, de comunhão de pessoas responsáveis, que se empenham na vida civil e que estão disponíveis para servir a comunidade".
Para além da recuperação total e restauro do edifício, incluindo o altar barroco, a Capela das Santas Chagas e a arte sacra, a grande novidade da obra foi a criação de um novo altar, um novo ambão e presidência.
As portas exteriores ganharam novos elementos simbólicos, sendo que uma tem representada a ressurreição de Cristo e outra o anúncio a Santa Maria Madalena.
No interior o caminho até ao altar representa o caminho dos discípulos no reconhecimento de Jesus. As portas interiores também têm um significado: através da pega em forma de cajado representa-se o peregrino que vai ao encontro de Jesus. Refira-se ainda que nos anexos foram criadas novas valências: Capela da Esperança (para velórios), Capela da Misericórdia e sacristia.