A nossa história
O século XIX foi um período de fundamental importância para o Porto. E para o País, muito graças ao Porto.
Nesta centúria, o Porto sofreu a ocupação das tropas napoleónicas, marcada pela tristemente célebre Tragédia da Ponte das Barcas; fez a revolução liberal de 24 de Agosto de 1820; viu mártires subiram ao cadafalso pela Liberdade; resistiu ao longo cerco miguelista, conquistando o coração de D. Pedro e o epíteto de Invicta; tornou-se na Manchester portuguesa, cidade de fábricas, oficinas, ilhas e bairros operários; construiu exemplares ímpares da arquitetura do ferro, mercados funcionais, pontes únicas e o saudoso Palácio de Cristal; rasgou linhas de transportes públicos, o americano, a máquina e o carro elétrico – do qual foi pioneiro na península; albergou um setor financeiro pujante, com bancos com direito a emitirem moeda e a financiarem grandes obras públicas; inaugurou jardins românticos, abriu teatros, jornais, livrarias e cafés; foi precursor na tentativa de implantação do regime republicano; inspirou poetas e escritores como Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco, Júlio Dinis ou Guerra Junqueiro; no Terreiro do Paço dizia-se que, com receio de alguma bernarda, mais depressa deixava o rei cair um governo do que arriscava hostilizar o Porto.
Na verdade, no século XIX o Porto alcançou uma relevância excecional na vida política, económica e social do país. E muito do que o Porto é hoje, incluindo do ponto de vista simbólico, vem-nos de Oitocentos.