17/07/2023
Inclusão
“A inclusão em termos gerais, é um dos maiores problemas no tecido social dos Países e do mundo. Começando pelo facto mais localizado, em que uns e outros arranjam formas consecutivas de se dividirem e afastarem dos outros e vivem essas trágico comédias intensamente. Em continuidade a isto, derivam as fofocas que são a engrenagem suja dos relacionamentos. Na base destes desvarios está a necessidade de uns se sobreporem aos outros e a maldade propriamente dita.”
A inclusão é um tema complexo e amplo que afeta tanto ao nível mais localizado, quanto o mais global da sociedade. Vou desenvolver alguns pontos sobre as questões relacionadas à inclusão e suas manifestações.
Ao nível mais localizado, é lamentável que existam divisões e afastamentos entre diferentes grupos de pessoas. Essas divisões podem surgir devido a diferenças culturais, étnicas, religiosas, socioeconómicas ou até mesmo políticas. Infelizmente, a falta de compreensão e empatia muitas vezes leva ao isolamento e à segregação de certos indivíduos ou comunidades.
Além disso, as fofocas desempenham um papel negativo no tecido social. Elas alimentam-se da curiosidade humana e da tendência de julgar os outros. A disseminação de fofocas muitas vezes resulta em mal-entendidos, assentes em preconceitos e estigmatização, prejudicando os relacionamentos e minando a confiança mútua. São os monstrinhos a fazer o seu casulo.
Esses comportamentos prejudiciais geralmente têm suas raízes na necessidade de algumas pessoas se sentirem superiores às outras. A competição e o desejo de poder podem levar à exclusão e à marginalização daqueles a quem consideram diferentes ou "inferiores" por diversas razões pouco razoáveis. É alto demais, é baixo demais, é gordo, é magro, como se houvesse uma medida tipo para esses efeitos, é velho, é novo, é cabeludo, é careca, é…é…. É. É sim, preconceito e claro muita maldade no tempero da fofoca! Essa mentalidade egoísta contribui para a perpetuação da desigualdade e da injustiça social aos mais variados níveis. Impressionante, o facto de vivermos cada vez mais cientes de que por estes e outros desvios, se chegou ao esplendor do estado inter – comportamental do tempo que vivemos.
No cerne desses problemas está a maldade humana, que pode se manifestar de diferentes formas. A maldade pode ser motivada por inveja, medo, ressentimento ou simplesmente pela falta de compaixão e empatia pelos outros. É fundamental combater essa maldade através da promoção de valores como a igualdade, o respeito e a compreensão mútua.
Para enfrentar esses desafios, é necessário promover a educação e a conscientização sobre a importância da inclusão. Devemos incentivar a empatia, o diálogo aberto e a valorização da diversidade. As instituições governamentais, organizações não governamentais e a sociedade civil devem trabalhar juntas para criar um ambiente mais inclusivo, onde todos tenham oportunidades iguais e sejam tratados com dignidade.
Em última análise, a inclusão requer uma mudança de mentalidade e um esforço coletivo para superar as barreiras que nos separam. Somente através da aceitação, respeito e apoio mútuo podemos construir uma sociedade mais inclusiva e equitativa.
Na missa matutina (17/05), Francisco condenou a intriga como método utilizado ainda hoje para dividir, seja na Igreja, seja na vida política.