Textos E Poesias De Amor

Textos E Poesias De Amor ,,AMOR PARA SEMPRE.....``

15/08/2022
13/08/2022

Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias…

Fernando Pessoa
🌹
Art. (Cleto Luzzi)-1884-

31/07/2022

"Desgastados pelo tempo"
Alguém me perguntou por você
E o que é feito do nosso sentimento
Eu por momentos calei…
E respondi baixinho: _ Não sei
Nosso amor, deixou-se levar pelo vento
-
Duas vidas / Duas histórias
Tudo não passou de um momento.
E hoje, apenas a trago nas memórias
E nos retratos desgastados pelo tempo.
José Carlos SC
🌹
Art. (Jan Frederik Pieter Portielje)
Escritos Engavetados

31/07/2022

"Assim, como a lua"
Sou de fases, assim como a lua.
Às vezes completa, realizada,
Às vezes distante, às vezes tua.
Às vezes poeta, às vezes calada,
Às vezes elegante, muitas vezes nua.
-
Sou feita de fases.
Às vezes velha, às vezes criança.
Às vezes saudade, às vezes lembrança.
Sou feita de guerras. Sou feita de pazes.
-
Sou como a lua, de fases mutáveis.
Às vezes desbotada, ás vezes chorona,
De cara lavada, de resmungona.
De histórias incontáveis,
Às vezes frágil, muitas vezes durona.
-
Sou como a lua!
Às vezes feliz, ás vezes triste,
Outras vezes serena.
Às vezes grande e muitas vezes pequena.

Às vezes simpática, ás vezes sisuda,
Muitas vezes apática, outras vezes muda
Por vezes amada, outras rejeitada,
Umas vezes tudo. Outras vezes nada!
-
Sou de sentimento profundo,
Sou de todo mundo, mas em particular sou tua.
Perco as bases, Sou feita de fases…
Assim, como a lua!
José Carlos SC

28/07/2022

“Sem hora marcada”
-
A dor do vazio e as cartas rasgadas
O querer caminhar de pernas atadas
Desejar o futuro sem viver o presente
Tudo dá errado por mais que se tente
-
Até que num acaso sem hora marcada
Esquece-se o futuro para viver o presente
Porque tem pessoas que chegam do nada
E do nada alteram o mundo da gente.
-
José Carlos SC
🌹
Art. (Pierre Outin)
Escritos Engavetados

29/06/2022

"Ela levantou a cabeça
e mostrou
que não era
uma boneca de porcelana,
mas que podia
ser quebrada várias vezes,
- e que sempre conseguia
se juntar sem perder nenhum dos pedaços.

(Clarice Lispector)



(07/2020)

29/06/2022

"Olha-me"
-
Olha-me nos olhos e diz-me o que vês…
Têm vida? Medos? Incertezas?
Ou um pouco dos três?
-
Repara em meu sorriso e diz-me o que lês?
Insegurança? Cinismo? Pureza?
Não sabes? Repara outra vez!

Tens-me dito que me vês feliz…sim!
Que a infelicidade não me bate à porta.
Mas se tu olhares para dentro de mim…
Uma parte de mim já está morta!
-
Morro por perder um amigo
Por um amor não correspondido
Morro por não te ver contente...
Morro por ver minha Mãe chorar.
Por um abraço que não posso dar
Morro aos poucos…lentamente.

Por isso, olha-me com olhos de ver,
Porque apesar de não parecer...
Eu sofro como toda a gente!
José Carlos SC
🌹

25/06/2022

Ó mera brancura
Do luar que se esfolha,
Ó rio da alvura
Do luar que te molha —

Montanhas que ao longe
Não têm um grito,
Todas um só monge
No claustro infinito —

Murmúrio das águas
Que ao luar que as não vê
É sombra, sem mágoas,
Macieza que é

A alma da noite,
A sombra do luar...
Ó nunca eu me afoite
Até no sonhar!..

~~

25 - 7 - 1916

Fernando Pessoa

In Poesia 1902-1917 , Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005

Imagem: Puixabay

25/06/2022

Há uma vaga mágoa
No meu coração.
Como que um som de água
Suma solidão...
Um som ténue de água...

Memoro o que, morto,
Ainda vive em mim
Memoro-o, absorto
Num sonho sem fim,
Estéril e absorto.

Será que me basta
Esta vida em vão?
Que nada se afasta
Da sua solidão...
Nem de mim me afasta?

Não sei. Sofro o acaso
Da mágoa em meu ser...
Cismo, e há em mim o ocaso
Do que quis viver —
Sempre só o ocaso.

~~

25 - 7 – 1916

Fernando Pessoa

In Poesia 1902-1917, Assírio & Alvim, ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005

Imagem: ''Les meilleurs Photos du Monde'

Endereço

Oeiras
2780-119

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