"simplesmente assim"

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22/01/2026

Peço-te meu amor...
Que deixes o medo desvanecer-ce..

Dá-me tua mão...
Abraça-me...

Que sejas matéria em mim
E não um rumor...

05/04/2025

Tenho em mim
Mais do que o mundo abraça

Sapatos cansados,trapos velhos
Perfume a terra e a mar
Muralhas que gemem
Caminhos sem chão...

A portada implora
Não quer acordar

Mas o vento teima com doçura
A cortina abre os braços...

Que perfume é este...

Cheira a narcisos
A frescura e recomeço...

Madrugada que abraça
Que sorbe as lágrimas ensanguentadas

E o olhar é agora cristal
Como céu virgem,imaculado...

Restou na boca
Um travo a ti
E bebo-o com força

Para que não morras nos lábios
Que escorregues cá dentro
Que cries raizes
E te feches em mim

Como quem vive num poema
Aninhado entre fórmulas quimicas
Mascaradas de palavras...

Sim,cheiras a narcisos
A desabafo salgado no ventre
Caminho que se apaga nas costas
Que se acende no peito...

21/03/2025

Diz-me amor
Que é esta coisa?

É um querer apertar nas mãos
Os ponteiros do relógio
Trocar-lhes as voltas...

É ver no espelho
O corpo intacto
A pele imaculada

Como páginas em branco
Esperando um poema
O nosso poema...

Apetece inverter a marcha...
Ir em contramão

E com sorte não morrer...
Bater de frente nesse abraço salgado
Exaltado e violento como eu...

E se morrer...
Estarei mais viva que nunca...

Porque aqui não me quero
As gentes são enfermas,defuntas
De braços calados e bocas decompostas...

Por isso sigo
Sem guião...

Quero ir em contramão

Começava a ser fácil anoitecer...Não há fantasmas á espreita no roupeiroÁvidos de sangue...As feridas essas,lambi-asMas ...
07/01/2025

Começava a ser fácil anoitecer...
Não há fantasmas á espreita no roupeiro
Ávidos de sangue...

As feridas essas,lambi-as
Mas não demasiado
Para que a fina dor me leve até ti...

Sonhei-te de novo
Ás tantas as cortinas dançam
O soalho geme...
Quem és?

Como se não te soubesse...

O vento traz um odor que me é...
Um olhar cheio de passos ainda por pisar

E nesse instante a pergunta
Haverá amar?

Estarei ainda cerzida
Com linha cor de mar?

16/10/2024

Foste o melhor livro que li
Recordo aquele dia

Sussurraste-me...
Entre tantos outros
Aos gritos,sufocados naquela estante
Idosa,vencida pelo tempo

Olhei para trás
Ouvi-te...
Como foste doce...

Ao inicio uma capa dura
O inesperado,
Depois a suavidade
Um perfume a maresia
A cada folhear de página

A ânsia de ler mais e mais
Sem parar para respirar

Levou-me ao erro
Saltei uma passagem
A mais importante por sinal

Ali podia ler-se,
Está tudo bem
Se não correr bem...

Se te beliscar,te arrebatar
Atira-te de cabeça
Mesmo sem rede...
Mas vive...
Confia em mim

Pudesse eu folhear-te de novo
Apertava cada folha entre os dedos
Assim não me perdia

Sabes amor,

Hoje vi-te ao longe
Uma imensa saudade

Senti a tua dor
A caixa de pandora traida
Perdoa...

Desejei ter acendido a vela...
Lembras-te?
Deixar deslizar pelos ombros
A camisa que se excusa...

Que as tuas mãos se demorassem
Nas minhas costas
De costas voltadas com o medo

Que eu me demorasse em ti
E a noite receasse acordar....

Sorri para mim
Ou não...

Basta-me o ninho
P***s e algodão...

Volta meu amor
Devolve-me o chão...

13/09/2024

O sol é tentador
Mas não obrigada...

Dói o olhar
O corpo virgem de ti
Violenta confissão nos lençóis

O cúmplice anoitecer
Num gesto terno
Tirou do caminho
O cabelo deprimido,nostálgico...

E murmuriou ao meu ouvido
Algo que me havia escapado...

Em Setembro chegaste
Em Setembro partiste

Talvez isso aclare
A doce ternura que sempre senti
Pelos Setembros da minha vida

O fascinio pela dança das folhas
Enamoradas de um vento visceral
Os fins de tarde á média luz...

Lá ao longe a linha...
De mãos dadas com o que f**a
E o que está por vir...

É como se adivinhasse
Que virias nessa altura
Para te assinares em mim...

Jamais deixarei de te ser
Prometo não esquecer
Que não te esqueci

Abraço-me aos grãos de café
Como me serenam...

És o meu doce Setembro...

Saudades...

Não te encontrei por acaso...Encontrei-te no meio do caminhoPorque precisava de ti...
17/07/2024

Não te encontrei por acaso...
Encontrei-te no meio do caminho
Porque precisava de ti...

26/05/2024

A orquestra compromete
O desempenho é mediocre
Distorcem-se as pautas
Sem dó nem piedade
Era uma vez a verdade...

Tocam desafinados e egoistas
Sem qualquer compaixão
Um ato de masturbação...

Que desilusão...

Julguei em tempos
Que a perfeição existia
E o meu coração sem querer
Sorria...

Procurei neles o conforto
E fiz de conta
Vezes sem conta
Que eu não posso ser eu...
Para me ajustar...

E dói
Como vergastas verdes
A tocar-me a pele
Grata pela lição...

Foi em vão...

É como procurar
Num qualquer bar de alterne
Um toque de amor...

Apetece rasgar o peito
Cortar o coração ao meio
Deixar de sentir dor...

Ouvi dizer que hoje é o nosso diaO dia dos não namoradosE como é óbvioNão podia deixar de assinalar a dataAssim sendo de...
14/02/2024

Ouvi dizer que hoje é o nosso dia
O dia dos não namorados

E como é óbvio
Não podia deixar de assinalar a data

Assim sendo deixo-te um pensamento
Que descreve na perfeição
O teu jeito singular
E como te assinaste em mim

Charles Bukowski disse:

"Fazer amor com a mente de uma mulher é um talento de conhecedores refinados,os outros se contentam com o corpo."

É tão mas tão verdade...
És tão assim
Fizeste amor comigo vezes sem conta
Sem que os corpos se tocassem...

Um corpo caberá sempre num outro qualquer
Basta querer...
Mas a alma,jamais...

Assim me fizeste tua ontem,hoje e desconfio que amanhã...

Um beijo apaixonado em ti
Meu amor

Feliz dia dos não namorados

03/02/2024
23/01/2024

É hora de despedida

Desamarro-me de ti
Andava desviva

Arrumei os teus pertences
Acomodei-os delicadamente
Dentro de uma meia de seda

Alguns abraços
Uma caixa de sorrisos
Um novelo de ternuras
Malicias,toques,doçuras...

Guardei-a na gaveta mais cúmplice
Onde dormem as blusas
Marcadas pelo teu olhar
Que se recusam a despertar

Onde anoitecem gélidas
As rendas que te sonharam

Mas basta meu amor

Não te posso mais em mim
Basta...
Vives no meu quarto,na minha cama
Há tempo demais

Os lençóis, teus escravos
Não suportam mais

E o meu corpo
Está agora livre
E está tudo bem
F**a apenas a saudade

Do olhar que disse por ai,
"Não sou de ninguém"
(Tamanha inverdade)

Mas o passo ligeiro
A silhueta cansada
Confessa-te

Foste sem dúvida
A fábula mais pura

Doce fábula...

A unha humedece nos lábiosNão existe maisAbram alas ao desassossegoDoce desassossego...Tem perfume de verbascoTem espinh...
06/01/2024

A unha humedece nos lábios
Não existe mais

Abram alas ao desassossego
Doce desassossego...

Tem perfume de verbasco
Tem espinhos de trevo estrelado
Que marcam sem ferir
É um leve sussurrar...

Tentei disfarçar...

O cabelo bem comportado
Quase obediente
Tudo cala
Tudo mente...

Achei-me curada
O antidoto do tempo
Esse,foi escasso...

Confesso-me...
Sou adicta a uma circunstância
De nome"tu"

Não te assustes meu amor
Prometo não te dizer
Que te amo sem querer...

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