05/07/2020
No início do século XIX, em Belém, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, havia uma refinaria de cana-de-açúcar associada a uma pequena loja. Devido à revolução Liberal de 1820, todos os conventos e mosteiros portugueses foram fechados anos mais tarde e, por consequência, todos os trabalhadores e clero foram expulsos desses mesmos locais. Numa tentativa de sobrevivência, um elemento do Mosteiro colocou à venda, nesse pequeno local de comércio, uns pastéis doces que passaram rapidamente a designar-se por “Pastéis de Belém” dada a região onde eram vendidos e a receita original foi preservada até aos dias de hoje.
Apesar dos Pastéis de Nata existirem por todo o país e de existirem versões destes doces em praticamente todas as cidades portuguesas, os Pastéis de Belém só existem em Belém e a sua receita confidencial garante uma experiência gastronômica única e inesquecível.
Na Pastelaria de Belém existe a “Oficina do Segredo”, que é a sala onde se fabricam os doces e tem este nome pela razão mais óbvia: a receita não é dividida com ninguém, está patenteada e os mestres pasteleiros assinam um contrato de confidencialidade, comprometendo-se a não divulgar o modo de execução dos pastéis mais famosos do país.
Não é por acaso que estes pastéis são tão conhecidos. Entre turistas e residentes, estima-se que todos os dias sejam vendidos 20 mil Pastéis de Belém sendo que, em alguns fins-de-semana, este número duplica. Como resistir a uma iguaria tão portuguesa e doce?
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