Situada entre as Serras do Marão e de Montemuro, na margem direita da ribeira de Teixeira, afluente do rio Douro, é a segunda maior freguesia de Baião. É essencialmente agrícola, onde se produz um dos mais apreciados VINHOS VERDES da região. Gestaçô é uma freguesia portuguesa do Concelho de Baião, com 14,08 km² de área e 1 417 habitantes (2001), densidade de 100,6 hab/km², situada no limite deste
concelho, com Mesão Frio, a 18 km da sede e a 4 km de Santa Marinha do Zêzere.
É servida pela Estrada Nacional 304-3 e dispõe de uma carreira regular de transportes públicos e de uma praça de táxis
O topónimo deriva do termo “giesta”, do latim “genesta”, que registou uma grande evolução fonética ao longo dos séculos. O território é referenciado, na documentação oficial, desde meados do século X, numa doação de 959, em que se cita o lugar de “Genataciolo”, mas o seu povoamento primitivo é muito anterior a essa data. O conjunto de moedas, em bronze, da época romana, encontradas em 1885 nas suas terras, comprova este facto histórico. Desde o século XII, pelo menos, que a paróquia de “Sam Johanne de Jestaçô” esteve integrada no arcediago de Baião e na circunscrição administrativa do mesmo nome, a terra de Baião, sob cuja administração se manteve até meados do século XVII. No senso realizado em 1798, urge, pela primeira vez, a designação “São João do Campo de Gestaçô”. Gestaçô orgulha-se das personalidades que, tendo nascido ou vivido no seio das suas terras, deram o seu importante contributo para o desenvolvimento do país e para o bem-estar da sua população, de que é exemplo o escritor Soeiro Pereira Gomes. Este autor, que alcançou, um lugar de relevo no panorama literário nacional, com a obra Esteiros, foi agraciado pelos habitantes locais com a colocação, à entrada da freguesia, de um monumento que o homenageia. A imagem de marca desta freguesia são as famosas bengalas feitas artesanalmente, e únicas no país.