14/12/2020
2021 mais um ano de muito desafio para quem acredita no setor de Transporte.
Os semirreboques estão 22% mais caros em relação a Fev/20 sob alegação de que o custo do aço subiu. Caminhões estão 25% mais caros sob alegação de que o custo dos itens importados subiu pelo câmbio acima de R$ 5,00/USD.
Na verdade as duas teses não se sustentam para os percentuais de reajustes aplicados. O índice de peças importadas na produção de um caminhão é de 35% em valores absolutos o que representa aproximadamente 22% no preço final do produto, portanto, uma variação de R$ 4,40 para R$ 5,20/USD, ou seja, de 18%, só justificaria elevar o preço dos caminhões em 4% que somando-se a outros 3% de inflação poderíamos compreender 7% como reajuste máximo. Portanto, há 15% que é recuperação de margem de lucro das montadoras e concessionárias em razão de alta demanda.
Em razão disso, considerando também que os fretes subiram +6,5% na Piso Mínimo da ANTT em Novembro, que o diesel de Maio a Dez/20 subiu 21%, estimo que o setor TRC elevará os fretes lotação em pelo menos +9% para abrir 2021 como forma de suportar o aumento no custo dos insumos que compõem o frete e também em razão da demanda que está elevada com falta de caminhões no mercado.
Temos que alimentar com otimismo que o crescimento industrial e o agronegócios sustentável seja nosso grande parceiro para o crescimento em 2021.