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Porto volta com força total!
01/10/2022

Porto volta com força total!

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07/09/2021

PORTO DE SANTOS AVANÇA COM OPERAÇÃO DE CONTÊINERES E PODE BATER RECORDE ANUAL COM 4.8 MLHÕES DE ¨TEU¨ ESCOADOS.

Santos – A operação de contêineres no Porto de Santos em julho voltou a surpreender, registrando aumento de dois dígitos (22,9%) ao movimentar 397.314 TEU (unidade padrão de um contêiner de 20 pés), elevando o acumulado do ano para 2,8 milhões TEU, crescimento de 19,1%. Essa é a melhor marca obtida nos meses de julho e no acumulado do ano para a carga. Com isso, a expectativa da Santos Port Authority (SPA) é de que o Porto encerre 2021 com aproximadamente 4,8 milhões TEU escoados.

O diretor de Operações da SPA, Marcelo Ribeiro, destaca que os terminais de contêineres “vêm investindo em infraestrutura e novas tecnologias que incrementam suas produtividades e eficiência energética, o que resulta em mais atratividade para o mercado. O desempenho atingido pelo setor em Santos é o resultado dessa boa gestão”.

O movimento geral de cargas no acumulado do ano cresceu 5,6% (88,9 milhões de toneladas) acima do resultado alcançado nos sete primeiros meses de 2020, perfazendo a melhor marca para o período. Os embarques representaram 72% (64,1 milhões de toneladas) do total movimentado, enquanto as descargas somaram 28% (24,8 milhões).

A soja e o açúcar se destacaram no movimento acumulado no ano, com embarques de, respectivamente, 21,5 milhões de toneladas e 11,9 milhões de toneladas. O farelo de soja a granel apresentou o terceiro maior volume movimentado, com embarque de 4,2 milhões de toneladas, seguido pelas descargas de adubo, com 4,2 milhões de toneladas, e pelos embarques de celulose, que somaram 2,9 milhões de toneladas.

Os granéis sólidos totalizaram 44,9 milhões de toneladas, crescimento de 0,4% sobre o mesmo período de 2020; os granéis líquidos apresentaram alta de 0,34%, somando 10,6 milhões de toneladas; e a carga geral solta atingiu 3,8 milhões, aumento de 18,6% – as melhores marcas para o período em cada caso.

Apesar de o movimento de cargas ter aumentado, o fluxo de navios, com 2.851 atracações no período de janeiro a julho, ficou 1% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, evidenciando o maior volume transportado por embarcações que aportam em Santos.

Movimento mensal

O movimento de julho totalizou 12,6 milhões de toneladas, f**ando 7,4% abaixo do mesmo período do ano passado. O desempenho pode ser associado ao recuo de 15% nos embarques (8,7 milhões de toneladas) ocasionado, principalmente, pelo açúcar (-24,2%) e pelo milho (-49,2%), em decorrência do impacto negativo do clima nas safras.

Já as exportações de farelo de soja, óleo combustível e sucos cítricos a granel apresentaram crescimento de, respectivamente, 16,9%, 37,6% e 50,2%. As descargas cresceram 16,4%, somando 3,8 milhões de toneladas, com destaque para o crescimento do adubo (12,7%).

Transações Comerciais

A participação do Porto de Santos na corrente comercial brasileira em julho foi de 27,6%. Cerca de 27,4% dessas transações tiveram a China como principal origem e destino. São Paulo é o estado com maior participação nas transações com o exterior, com 55,9%.

PARA SETOR PORTUÁRIO, PONTE ENTRE SANTOS E GUARUJÁ PODE TRAZER PREJUÍZOS.Em encontro na Fiesp, representantes do setor p...
17/09/2019

PARA SETOR PORTUÁRIO, PONTE ENTRE SANTOS E GUARUJÁ PODE TRAZER PREJUÍZOS.

Em encontro na Fiesp, representantes do setor portuário defenderam construção de túnel entre as cidades, que seria mais barato.

A possível construção de uma ponte para ligar a região de Santos ao Guarujá poderia trazer prejuízo às operações do porto de Santos, levantando riscos até de acidentes nas imediações. As ponderações foram feitas por especialistas e representantes do setor, durante evento promovido pela Fiesp nesta terça-feira (10) para debater as soluções para a ligação seca na região, sonho antigo dos moradores.

“Muito se fala sobre a altura da estrutura (que vai ter 85 metros no vão central), mas a nossa maior preocupação é no espaçamento entre os pilares”, defendeu a diretora de infraestrutura da Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP), Jennyfer Tsai. Ela destacou que, diferentemente da ponte Rio-Niteroi, que é ponto de passagem, a área em que a ponte seria construída f**a em região de manobra.

“Hoje o canal de navegação tem 220 metros em maior parte. Mas a ultima campanha feita pelo ministério já colocou 350 metros”, disse, defendendo que a tendência é chegar aos 370 metros nas principais curvas.

Segundo Jennyfer, ainda que a ponte tenha estruturas de proteção o casco do navio pode ser danif**ado, comprometendo toda a operação. “Isso traz risco, uma vez que fecha o porto”, afirmou.

De acordo com Clythio van Buggenhout, presidente do Conselho Deliberativo da ABTP, o que normalmente existe depois das primeiras pontes nesta característica são operações de embarcações secundárias, não navios de grande porte.

“Com aumento da restrição, ainda que não haja restrições com altura, aumenta a estatística de um incidente qualquer. Um acidente com ou sem derramamento de poluentes vai implicar em aumento de custos por parte operacional. Sabemos como é isso. Eu, como oficial da marinha, sei que a corporação foca corretamente na segurança na navegação”, disse.

Já o diretor executivo de concessões estaduais da Ecovias, Rui Juarez Klein, defendeu a construção.

“As manobras que ocorrem por baixo da ponte respeitam as estruturas já existentes e futuras. A ponte só se harmoniza a essas restrições”, disse, ao responder questionamentos de riscos diante da instalação da estrutura.

Para a diretora da Codesp, Jennyfer Tsai, mesmo assim a ponte seria uma solução mais logística do que necessariamente urbana.

“Ela atende muito mais a um fluxo logístico do que urbano. Ele está conectado ao sistema Anchieta-Imigrantes. E não vem resolver um problema de mobilidade de quem trabalha em Santos e mora em Guarujá”, afirmou.

Jennyfer disse que muito se fala que as balsas em operação prejudicariam a atividade do porto, o que não seria verdade. “A balsa aguarda o momento em que não tem nenhuma embarcação de grande porte para atravessar. Então, a ponte não resolve esse problema. Isso traz fila na balsa. O problema da fila não é questão de manutenção. As balsas precisam esperar os navios atravessarem para passar pelo canal”, destacou.

A diretora defendeu um novo projeto de ligação seca por meio do túnel, com redução de custos. Segundo a diretora, o projeto anterior do túnel estava custado na casa dos R$ 3,2 bilhões, contra os R$ 2,9 bilhões do projeto da ponte.

O Porto de Santos ficou em 39º lugar entre os maiores portos do mundo na movimentação de contêineres em 2018, segundo le...
07/08/2019

O Porto de Santos ficou em 39º lugar entre os maiores portos
do mundo na movimentação de contêineres em 2018, segundo levantamento divulgado na quarta-feira (31) pela publicação especializada britânica “Lloyd’s List Maritime Intelligence”, uma das mais prestigiosas do mundo dedicadas a portos e navegação. Os 4,12 milhões de TEU (medida padrão equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentados no ano passado colocaram Santos três posições acima do ranking de 2017, quando ficou na 42ª colocação. A lista é encabeçada pelo Porto de Xangai, na China, com 42 milhões de TEU. Os dez portos mais bem colocados f**am na Ásia – sete na China; um em Cingapura; um na Coreia do Sul; e um em Dubai.

De acordo com o ranking “One Hundred Ports 2018”, o Porto de Santos é o maior do Hemisfério Sul. A revista destaca o crescimento de 7% registrado no ano, que elevou a movimentação de 3,85 milhões de TEU em 2017 para 4,12 milhões de TEU. Em 2019, a movimentação está em crescimento e registrou recordes mensais em maio e junho, embora no acumulado do ano tenha caído 3,5%, para 1,9 milhão de TEU.

Na América Latina, o Porto de Santos ocupou a 1ª posição entre 2012 e 2015. Desde 2016 está em 2º na movimentação, atrás do Porto de Colón (Panamá). O porto panamenho é gerido por uma empresa chinesa especializada em carga conteinerizada, sendo o 2º maior do mundo em transbordo de carga (atrás apenas de Hong Kong).

Abaixo, a relação dos 50 maiores portos do mundo em 2018, com destaque para alteração da posição em relação ao ano anterior.

2018

PORTO PAÍS TEU
1 Xangai China 42.010.200
2 Cingapura Cingapura 36.599.300
3 Ningbo-Zhoushan China 26.351.000
4 Shenzhen China 25.740.000
5 Guangzhou China 21.922.100
6 Busan Coreia do Sul 21.663.000
7 Hong Kong China 19.596.000
8 Qingdao China 19.315.400
9 Tianjin China 15.972.000
10 Dubai Emirados Árabes Unidos 14.954.000
11 Roterdã Holanda 14.512.661
12 Port Klang Malásia 12.316.003
13 Antwerp Bélgica 11.100.000
14 Xiamen China 10.702.300
15 Kaohsiung Taiwan 10.445.726
16 Dalian China 9.770.000
17 Los Angeles Estados Unidos 9.458.749
18 Tanjung Pelepas Malásia 8.960.900
19 Hamburg Alemanha 8.730.000
20 Long Beach Estados Unidos 8.091.023
21 Laem Chabang Tailândia 8.070.000
22 Tanjung Priok Indonésia 7.800.000
23 Nova York/Nova Jersey Estados Unidos 7.179.792
24 Colombo Sri Lanka 7.000.000
25 Ho Chi Minh City Vietnã 6.586.190
26 Yingkou China 6.487.000
27 Bremen/Bremerhaven Alemanha 5.450.000
28 Jawaharlal Nehru Índia 5.133.274
29 Valencia Espanha 5.128.855
30 Manila Filipinas 5.085.139
31 Taicang China 5.071.000
32 Piraeus Grécia 4.907.708
33 Algeciras Espanha 4.773.079
34 Lianyungang China 4.745.000
35 Tóquio Japão 4.570.000
36 Mudra Índia 4.418.700
37 Savannah Estados Unidos 4.351.976
38 Colón Panamá 4.324.478
39 Santos Brasil 4.122.243
40 Jeddah Arábia Saudita 4.116.935
41 Rizhao China 4.040.000
42 Felixstowe Reino Unido 3.849.700
43 Tanjung Perak Indonésia 3.865.646
44 Seaport Alliance Estados Unidos 3.797.627
45 Cai Map Vietnã 3.556.994
46 Dongguan China 3.500.000
47 Tanger Med Marrocos 3.472.451
48 Barcelona Espanha 3.422.978
49 Fuzhou China 3.400.000
50 Vancouver Canadá 3.396.449


Sobre a Autoridade Portuária de Santos

A Autoridade Portuária de Santos (Codesp) é uma empresa pública vinculada à Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA) do Ministério da Infraestrutura (MINFRA). É responsável pelo planejamento logístico e pela administração da infraestrutura do Porto Organizado de Santos, o maior da América Latina, por onde passa quase um terço das trocas comerciais brasileiras. Com 7,8 milhões de metros quadrados, o porto está localizado a 70 quilômetros da Grande São Paulo e possui 55 terminais marí­timos e retroportuários, situados em duas margens, uma em Santos (direita) e outra em Santos e Guarujá (esquerda).

MOVIMENTOS DE CONTAINERS NO  PORTO DE SANTOS CRESCE 0,4 % NO MÊS DE MAIOMovimentação de contêineres no Porto de Santos e...
11/07/2019

MOVIMENTOS DE CONTAINERS NO PORTO DE SANTOS CRESCE 0,4 % NO MÊS DE MAIO

Movimentação de contêineres no Porto de Santos estabeleceu em maio novo recorde para o mês, ao somar 362.341 teu (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), f**ando 3,5% acima do total registrado no mesmo intervalo do ano passado (349.960 teu). Caracterizou-se, também, como o terceiro melhor movimento mensal já registrado, se considerados os demais meses do ano, f**ando atrás somente de agosto/2018 (387.791 teu) e outubro/2018 (365.351 teu).

Com relação à movimentação global, o complexo portuário atingiu seu segundo melhor desempenho para o mês de maio, com 10.993.710 t, atrás somente de maio/2017 (11.397.641 t).Registrou, também, um aumento de 0,4% sobre o mesmo período do ano passado (10.951.693 t). Esse crescimento deveu-se ao desempenho das cargas de importação que totalizaram 3.213.725 t, alta de 3,4% sobre maio de 2018 (3.107.049 t). As cargas de exportação, entretanto, recuaram 0,8%, somando 7.779.985 t, contra 7.844.644 t em maio do ano passado. Os dados foram compilados pela Gerência de Estatísticas da Autoridade Portuária de Santos.

Entre as mercadorias que apresentaram maior percentual de crescimento aparecem o fosfato de cálcio, com 330,9% (127.749 t); o café, com 250,6% (196.682 t); a nafta, com 154,6% (3.946 t); carnes, com 115,5% (132.273 t) e celulose, com 75,4% (498.026 t). Cabe destaque, também,aos aumentos verif**ados nos embarques de suco de laranja (27,3%), com 201.534 t; adubo (44,8%), com 390.516 t; gasolina (30,1%), com 147.510 t e álcool (20,4%), com 101.130 t.A soja e o açúcar, as duas principais cargas movimentadas no Porto de Santos, apresentaram queda de, respectivamente, 13,5% e 17,0%.
A quantidade de navios chegou a 395, f**ando 2,9% abaixo de maio do ano passado (407).

Acumulado do Ano – O movimento acumulado no ano atingiu 52.007.355 t, f**ando 3,0% abaixo do mesmo período do ano passado (53.613.938 t). Os embarques apresentaram decréscimo de 3,8%,totalizando 36.809.236 t, e as descargas, redução de 0,9%, com 15.198.119 t.

As cargas que tiveram os maiores crescimentos, em percentual, foram: carnes (154,4%), café (153,3%), gasolina (71,6%), adubo (29,3%) e celulose (15,1%). Também no acumulado do ano a soja em grãos e o açúcar ainda apresentaram movimentação abaixo do mesmo período de 2018, com decréscimos de 5,6% e 6,5%, respectivamente. A movimentação de carga conteinerizada, apesar do bom desempenho verif**ado em maio, foi 6,5% menor do queno mesmo período do ano passado, somando 1.575.994 teu.A quantidade de atracações de embarcações também foi 4,2% inferior ao do último período, totalizando 1.958 navios.

09/04/2019

Libra encerra atividade no Porto de Santos

O Grupo Libra vai encerrar as atividades no Porto de Santos. Controlada pela família Borges Torre alba e envolvida no escândalo da MP dos Portos, a empresa anunciou que a última escala de navios no terminal está prevista para dia 28 de abril. Sem novos contratos, a unidade f**ará sem operações e terá de cortar funcionários. Atualmente, o grupo tem 920 trabalhadores no complexo santista.

O encerramento das atividades, segundo a empresa, é resultado da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de não renovar o arrendamento do terminal, que vence em maio do ano que vem. Sem a prorrogação, os contratos de operação portuária com os armadores (donos de navios) não foram renovados e os serviços, que eram operados pela Libra, transferidos para outros terminais, como a Embraport, da DP World.

"Houve tentativa de se buscar solução que pudesse evitar o encerramento das atividades. No entanto, as tratativas não evoluíram com a rapidez necessária para dar um mínimo de segurança que permitisse aos armadores reverter a opção de saída", afirmou a empresa, em nota. Desde maio do ano passado, a Libra vem enfrentando um revés atrás do outro.

Envolvido no escândalo para a aprovação da nova Lei dos Portos, a Libra teve a renovação antecipada de seu contrato de arrendamento cancelado pelo TCU. A empresa havia conseguido em 2015 fechar um acordo com o governo para prorrogar o prazo para 2035, mediante investimentos de R$ 750 milhões. Mas o tribunal entendeu que a Libra, por estar inadimplente em cerca de R$ 2 bilhões com a União, não poderia renovar o contrato.

Essa inadimplência se refere a uma briga antiga entre a operadora e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que administra o Porto de Santos, envolvendo o pagamento de tarifas. Uma brecha na Lei dos Portos permitiu que os contratos de terminais com dívidas com a União fossem renovados, desde que os débitos estivessem sendo discutidos em um processo de arbitragem.

Em janeiro, a empresa sofreu outro baque ao perder a disputa com a Codesp. O tribunal arbitral reconheceu a dívida da Libra com a autoridade portuária. O valor, no entanto, só será definido em setembro, quando forem concluídas todas as auditorias.

O terminal da Libra chegou a ser o segundo maior do Porto de Santos na movimentação de contêineres, atrás apenas da Santos Brasil. Com a construção de novos empreendimentos, como Embraport e Brasil Terminal Portuário (BTP), a empresa perdeu competitividade e sua movimentação entrou em declínio. Em nota, no entanto, o terminal destacou que o motivo para o encerramento das atividades é efeito direto da decisão do TCU. Também destacou que não foi denunciada no caso do escândalo dos Portos, que envolve o ex-presidente da República Michel Temer.

Negócios

Além da operação em Santos, o grupo Libra - que está em recuperação judicial deste julho do ano passado - detém o arrendamento no porto do Rio de Janeiro, um terminal alfandegado em Campinas e um terminal rodoferroviário em Santos (Valongo), entre outros. A família também está presente em negócios independentes, como a produção de azeite no Chile e pousadas e restaurantes no Rio.

09/04/2019

A projeção de crescimento é de 4,9%
para o comércio brasileiro em 2019

Em abril foi apresentado pelo Sr. Lucas Ferraz, secretário de Comércio Exterior (Secex), da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais (Secint) do Ministério da Economia, uma projeção de crescimento de 4,9% da corrente de comércio brasileira em 2019 em relação ao valor de US$ 421 bilhões registrado no ano passado. A ideia é que essa projeção seja revisada a cada trimestre.

As vendas externas brasileiras devem ter um acréscimo de 2,5% em 2019 e atingir US$ 245,9 bilhões, enquanto que as compras feitas no exterior podem chegar a US$ 195,8 bilhões, representando um aumento de 8%, em relação ao 2018, segundo os dados da Secex. O superávit previsto é de 50,1 bilhões, o terceiro maior da série histórica, atrás apenas de 2017, com US$ 67 bilhões e de 2018, com US$ 58,7 bilhões.

Pela estimativa da Secex,
a soma das importações e exportações brasileiras
deve chegar este ano a US$ 441,7 bilhões.

Segundo Lucas Ferraz, "a tradição do debate público de comércio internacional no Brasil é olharmos a exportação como extremamente positiva e a importação sempre como vilã. É uma visão que vem, talvez, lá de 1950, do modelo de substituição de importações. Este governo tem uma visão mais moderna, pois enxerga o comércio internacional como uma das principais alavancas para o crescimento da produtividade".

Para o secretário da Secex, a nova estimativa marca uma mudança de ponto de vista do governo federal em relação ao comércio exterior.

"Nosso objetivo é aumentar a participação do comércio internacional no PIB brasileiro", afirmou o secretário, Lucas Ferraz.

05/06/2018

Forças armadas deixam o Porto de Santos; operações ocorrem normalmente.
Decreto Presidencial que autorizou o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na desobstrução de vias públicas até o dia 4 de junho não foi prorrogado.
Nove dias após a chegada dos fuzileiros navais, que foram deslocados para garantir a segurança e restabelecer as operações rodoviárias no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, foi encerrada, nesta terça-feira (5), a 'Operação Caiçara'. A medida emergencial, que contou também com apoio do Exército, foram decorrentes do decreto presidencial para a Garantia da Lei e da Ordem e não foi prorrogada.
Com isso, o Porto de Santos volta a operar sem a necessidade de tropas militares garantindo a segurança em seus acessos. Na manhã do dia 31 de maio, 1.500 militares da Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira, com apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo e da Polícia Rodoviária Federal, chegaram aos locais para fazer a segurança nos acessos ao Porto e garantir a saída dos caminhões que ainda estavam dentro dos terminais.
Segundo o comando da operação, a ocupação seria mantida enquanto houvesse risco de novas ações dos caminhoneiros. Cinco dias após o fim da greve no local, não há mais registro de aglomerações de caminhoneiros nos acessos ao cais.

Operação
A greve dos caminhoneiros começou em 21 de maio em todo o Brasil. Os profissionais pediam a redução no valor dos combustíveis e o aumento do preço do frete. Na Baixada Santista e no Vale do Ribeira, a categoria também se mobilizou em rodovias e nos acessos ao Porto de Santos.
No sábado, por conta do decreto presidencial para a Garantia da Lei e da Ordem, o Navio-Patrulha Macaé (P70) atracou no cais santista como medida emergencial. No domingo, outros 260 fuzileiros navais chegaram a Santos no Navio Doca Multipropósito Bahia (G40). Vindo do Rio de Janeiro, ele chegou com sete caminhões para transportar tropas, três blindados e dois helicópteros.
Na quinta-feira (31), fuzileiros foram espalhados pelo Porto de Santos para providenciar a escolta de caminhoneiros que queiram entrar ou deixar o cais para seguir viagem, com ou sem carga. Eram três pontos de concentração dos militares, dois na Margem Direita, em Santos.
Em nota, o Governo Federal informou que a ação ocorre em conformidade com o Decreto Presidencial n° 9.382, que autorizou o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na desobstrução de vias públicas até o dia 4 de junho.

27/06/2017

Porto do Santos cria sistema 3D para mapear cargas
As cargas perigosas do Porto do Santos (SP), o maior da América Latina, vão passar a ser monitoradas em todos os terminais para evitar incêndios de grande porte, como os ocorridos em 2015 e 2016.

Um mapa em três dimensões, com dados atualizados on-line sobre o que há em cada um dos cerca de 80 mil contêineres armazenados no porto mensalmente, passará a estar disponível para que o porto possa dar mais agilidade no combate a incêndios.

Após análises de um grupo de trabalho formado por empresas, prefeitura, a administração do porto e entidades da cidade litorânea para analisar os incêndios, ficou demonstrado que o fogo da Localfrio, em janeiro de 2016, que durou 50 horas, foi ampliado pela falta de conhecimento das cargas que estavam próximas ao local que pegou fogo.

"Ninguém sabia o que tinha nos contêineres. Quando pegou fogo, [o bombeiro] não sabia o que tirar ou deixar por perto. Esse mapeamento vai ajudar bastante", explicou Ademar Salgosa, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Santos, uma das entidades que ajudou a elaborar um novo plano para a cidade.

Os prejuízos quando o Porto de Santos para, como quando ocorreram os incêndios, são incalculáveis. De cada dez contêineres que circulam no país, quatro passam em Santos. Além disso, a paralisação do porto torna a cidade inteira um caos.

O Secretário de Portos da Prefeitura de Santos, José Eduardo Lopes, diz que é necessário armazenar e movimentar de forma segura as cargas, dentro dos melhores padrões internacionais, para evitar novas ocorrências. Segundo ele, a Companhia Docas contratou uma empresa para gerenciar um plano para diminuir os riscos, seguindo pedido feito pela prefeitura, o que deverá dar mais segurança às operações.

SISTEMA

Matheus Miller, secretário-executivo da Abtra (Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados), que congrega 59 terminais do porto, diz que o novo monitoramento em 3D foi feito a partir de um sistema já implantado pelas empresas que registra os contêineres que entram no porto e é compartilhado com a Receita Federal.

Segundo ele, a ampliação do sistema para que ele mapeie cargas perigosas teve custo marginal para as empresas e ajudará a tornar a operação mais segura. Os próximos passos serão monitorar as cargas fora de contêineres, como líquidos inflamáveis e produtos agrícolas que também já causaram incêndios de grandes proporções.

Foi o caso do incêndio no terminal da Ultracargo, em maio de 2015, que, segundo o levantamento do grupo de trabalho que analisou o tema, foi o segundo maior já registrado no mundo. Os tanques de combustível da empresa pegaram fogo por oito dias.

Segundo Salgosa, além de melhorar o monitoramento, o grupo de trabalho detectou que também seria necessário aumentar os investimentos em equipamentos e melhorar o treinamento de combate a incêndio. "Faltou até espuma para combater o incêndio. Teve que vir a espuma de todo o país e não foi o suficiente", lembrou Salgosa.

A Codesp (Companhia Docas de São Paulo), estatal que administra o porto, disse que está "aprimorando os procedimentos de prevenção e atendimento a situações de emergência".

Em setembro, a empresa fez o maior simulado de incêndio de sua história, além da aquisição de R$ 1,1 milhão em equipamentos como dois caminhões, reservatório para líquido gerador de espuma e torre de iluminação com gerador de energia. A população que vive próxima aos terminais também vai receber orientação.

"A reestruturação vai revisar os protocolos de segurança, definindo planos de ação, rotas de fuga e de acesso, bem como pontos de encontro, tanto para os trabalhadores dos terminais e órgãos de segurança, quanto para brigadistas e também população do entorno", informou o porto através de sua assessoria.

Endereço

Rua General Câmara, 05, Sala 310 , Centro
Santos, SP
11030000

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