09/04/2026
Os armadores Maersk e Hapag-Lloyd seguem cautelosos mesmo após a trégua entre EUA e Irã, mantendo restrições na retomada das operações pelo Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo.
A Maersk não prevê mudanças imediatas e continua avaliando os riscos, adotando rotas alternativas com apoio terrestre a partir de portos como Jeddah, Salalah, Sohar e Khor Fakkan. Já a Hapag-Lloyd projeta uma retomada gradual, que pode levar de seis a oito semanas, com custos adicionais entre US$50 milhões e US$60 milhões por semana, parte deles repassados aos clientes.
Cerca de 1.000 embarcações ainda estão impactadas na região, reduzindo a oferta de navios e pressionando fretes, prazos e disponibilidade de contêineres. Apesar disso, segundo a consultoria Drewry, a alta das tarifas está mais concentrada nas rotas do Oriente Médio, sem impacto relevante na capacidade global, diferentemente do cenário da pandemia.
Ainda assim, o momento exige atenção dos embarcadores, já que o uso de rotas alternativas, o aumento do bunker e a instabilidade na região continuam elevando custos e exigindo planejamento logístico mais estratégico.