19/09/2021
O PLANO FRACASSADO
Na última semana, um movimento de bastidor capitaneado pelo advogado Luis Donizetti Luppi e pelo vereador, recém-demitido da Secretaria de Agricultura, Paraná Filho (PSL) tinha como objetivo derrubar o prefeito Airton Garcia, por meio de um processo de cassação na Câmara. O movimento era amplo, envolvendo diversos atores e contou até com uma aliança improvável entre Luppi e o vice-prefeito Edson Ferraz.
Até então, Luppi vinha atormentando a vida de Ferraz na Justiça, tentando envolvê-lo a todo custo nas denúncias envolvendo a PROHAB. No entanto, ambos firmaram um pacto de não-agressão para fazer a cassação de Airton avançar. Para que o plano se desenrolasse, seria necessário que o ex-vereador Leandro Guerreiro, que rompeu relações com Luppi e o expôs na tribuna da Câmara, viesse a público fazer uma retratação.
Guerreiro rejeitou, de pronto, fazer qualquer retratação. O gesto teria enfurecido Luppi, que teria desistido da ideia devido à postura de Guerreiro. A reação de Luppi mostra o quanto este plano estava cercado de más-intenções e poderia colocar Ferraz em maus-lençóis.
Inicialmente, cabe ressaltar que o vereador Paraná Filho, outro arquiteto do plano, tem um histórico de traições e idas e vindas na carreira política. Inclusive, ao longo da semana, o parlamentar promoveu um ataque a um dos atores importantes do plano, deixando claro que apenas se guia pelos interesses pessoais. Ou seja, uma vez no governo, Edson Ferraz teria que conviver com a eterna chantagem de Paraná e atender seus desejos, sob risco de ser exposto e ter um opositor implacável.
O mesmo vale para Luppi, que revelou toda a sua hipocrisia ao, secretamente, se aliar com um político que vinha tentando colocar a pecha de corrupto. Ora, se a moralidade e ética são tão importantes para o advogado, por que se aliar ao seu próprio denunciado? Simples. Luppi utiliza o moralismo a serviço da imoralidade, que é a satisfação das suas vontades pessoais. Com Ferraz no comando da Prefeitura, retomaria a chantagem jurídica para tentar obter vantagens.
Tendo a vaidade como marca registrada, Luppi gostaria que todos os envolvidos no plano se curvassem a ele. Inclusive o ex-vereador Leandro Guerreiro, aliado de Ferraz. Mesmo estando fora do mandato, Guerreiro ainda causa mágoa e ressentimento em Luppi pelas palavras proferidas na Câmara. Com a importância dada ao pedido de retratação de Guerreiro, Luppi mostra que não superou o episódio até os dias atuais, mais de um ano após o ocorrido.
Além disso, o advogado ainda mostrou que não tem elementos para chantagear Guerreiro com uma Ação na Justiça, caminho mais utilizado por Luppi para se vingar de adversários. Ou seja, sem a retratação, Guerreiro teria possibilidade de atacar Luppi, sem correr risco de enfrentar um processo que colocasse em xeque sua idoneidade.
Desta forma, pode-se inferir que a ideia de Luppi com o pedido de retratação era neutralizar Guerreiro, o único meio que Ferraz teria para enfrentar o advogado, caso estivesse sofrendo chantagens no comando da Prefeitura. Com o naufrágio do plano, Ferraz foi salvo de se transformar em uma marionete nas mãos de Luppi e Paraná Filho. De quebra, ainda garantiu a permanência do prefeito Airton Garcia no cargo, coisa que os articuladores mais próximos do prefeito seriam incapazes de fazer.
Estou falando alguma mentira? 🤔
Fonte: Autor Desconhecido