18/11/2017
Direção defensiva: dicas para dirigir sem sustos
Dirigir um veículo é relativamente fácil. O que realmente é difícil é guiar com sabedoria e de forma defensiva, algo que muita gente acredita ser bobagem, mas que reduz as chances de acidentes. Enumeramos algumas simples dicas de direção defensiva, que podem fazer a diferença na hora de evitar uma acidente. Mais do que habilidade, a direção defensiva e civilizada é uma questão de conduta.
Direção defensiva é nada mais do que uma forma de guiar que permite ao motorista antecipar as situações de risco, evitá-las ou pelo menos se distanciar delas, preservando sua segurança e a de seus passageiros.
Acidentes não acontecem por acaso, obra do destino ou azar. Na maioria das ocorrências, a falha é humana. Vale lembrar, também, que quase toda ocorrência trágica, quando previsível, é evitável.
O veículo possui recursos importantes, ativos e/ou passivos, para evitar situações de perigo ou minimizar suas consequências. Por isso, fazer a correta manutenção do carro para faz parte do "pacote" de direção defensiva.
Posição ideal de dirigir: Braços e pernas devem ligeiramente dobrados, corpo encostado no assento e encosto com ângulo próximo a 90 graus e encosto de cabeça na altura dos olhos do motorista.
Cinto de segurança deve ser usado por todos a bordo, sem exceção. Sem ele, passageiros do banco de trás poderão ricochetear no interior do veículo, causar ferimentos nos que vão à frente e ser lançados para fora.
As crianças com menos de 10 anos de idade vão no banco traseiro, acomodadas em cadeirinhas ou boosters de acordo com sua altura e peso. Acima disso, ainda lá atras, presas pelo cinto de segurança.
Ao volante deve-se evitar freadas e manobras bruscas e sempre sinalizar os movimentos, como mudanças de faixa. Parece óbvio, mas muita gente esquece de ligar o pisca ao fazer uma conversão e leva uma trombada pela traseira.
Quanto mais se enxerga em volta menor é o perigo. Os três retrovisores devem estar em posição que o motorista não tenha que virar muito a cabeça para vê-los.
O celular tocando e rádio ligado reduzem a concentração. Melhor desligar o telefone e não ouvir o som muito alto. Coisas simples que fazem enorme diferença.
O corpo cria respostas automáticas aos momentos de risco. Muitas vezes, por exemplo, desviar de um obstáculo é melhor que frear diante dele. Racionalize essas situações e treine para reagir assim.
A 100km/h um veículo está percorrendo 30 metros por segundo. Esse é o tempo e espaço para perceber um problema, identificá-lo e reagir a ele. É pouco tempo. A solução é manter a maior distância possível dos outros veículos e dos obstáculos. Vale usar a regra dos dois segundos: esse é tempo mínimo entre a passagem do veículo que vai à sua frente e a do seu veículo por um mesmo ponto fixo às margens da rodovia.
O uso de bebidas alcoólicas, dr**as e rebites antes de dirigir é meio caminho andado para o acidente. Evitá-los é ser defensivo.
Ultrapassar pela direita, seguir pelo acostamento no congestionamento e andar colado ao veículo dianteiro são atitudes que abrem caminho para acidentes. Não agir dessa forma é evitar tragédias.
Tamanho não é documento. Vale o bom senso, abra caminho para quem estiver mais rápido, independentemente do tamanho.
A placa dizendo reduza não foi colocada à toa. Obedecer à sinalização é dirigir defensivamente.
Piso molhado reduz o atrito dos pneus, diminui a aderência nas curvas e o espaço necessário para as frenagens. Além disso, a aquaplanagem acontece já a partir dos 60km/h nos carros mais leves. Nesse caso, não freie, tire o pé do acelerador.
Nas serras, use a mesma marcha para descer e para subir. Pontes em nível um pouco acima do da estrada impossibilitam ver adiante. Então, reduza pelo menos um pouco a velocidade para evitar surpresas. O mesmo vale para túneis, mas por conta da diferença de luminosidade.
Fonte: extra.globo.com