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05/06/2026

FREDERICO WESTPHALEN - RIO GRANDE DO SUL
Frederico Westphalen é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Sua altitude é de 566 metros, a área total é de 264,53 km² e sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 33.726 habitantes. O município é o centro regional da microrregião homônima.
História
Os primeiros migrantes chegaram em 1918, época em que aconteceu a abertura das primeiras picadas, anteriores a estrada definitiva, que levou 10 anos para ser construída, entre Boca da Picada (atual município de Seberi) e Águas do Mel (atual Iraí).
Os primeiros carreteiros, sob o comando de um comerciante estabelecido na Boca da Picada, faziam o transporte de produtos manufaturados e da produção agrícola. Numa dessas viagens, um barril de aguardente caiu da carroça, danif**ando a tampa e, para não jogar fora a vasilha, eles tiveram a ideia de colocá-lo de boca para baixo sobre uma fonte, abaixo de uma sombra, introduzindo uma taquara no orifício lateral. A localização do barril à beira da estrada, com água limpa e muita sombra, colaborou para o surgimento da expressão “vou descansar, comer e dormir no barril”. Assim o lugarejo foi crescendo na selva do Vale do Alto Uruguai, e passou a chamar-se simplesmente “Barril”, nome que permaneceu por anos.
Mais tarde, pelo Decreto 30, do Prefeito de Palmeira das Missões, por decisão de uma assembleia de moradores, foi fixado o nome de Vila Frederico Westphalen, homenageando o engenheiro que colonizou a região sob o comando do Governo do Estado. Frederico Westphalen está sepultado no Cemitério da Santa Casa de Misericórdia em Porto Alegre.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Frederico Westphalen, pelo Ato Municipal n.º 165, de 06 de agosto de 1918, subordinado ao município de Palmeira.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Frederico Westphalen figura no município de Palmeira.
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 720, de 29 de dezembro de 1944, o município de Palmeira tomou a denominação de Palmeira das Missões.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Frederico Westphalen figura no município de Palmeira das Missões (ex Palmeira).
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950.
Elevado à categoria de município com a denominação de Frederico Westphalen, pela Lei Estadual n.º 2.523, de 15 de dezembro de 1954, desmembrado dos municípios de Palmeira das Missões e Iraí. Sede no antigo distrito de Frederico Westphalen. Constituído também da área do extinto distrito de Taquarussu. Constituído de 3 distritos: Frederico Westphalen, Palmitinho, desmembrado do município de Palmeira das Missões e Caiçara e Vicente Dutra desmembrado do município de Irai. Instalado em 28 de fevereiro de 1955.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1955, o município é constituído de 4 distritos: Frederico Westphalen, Caiçara, Palmitinho e Vicente Dutra.
Pela Lei Municipal n.º 146, de 18 de outubro de 1957, é criado o distrito de Taquarussu (ex povoado), com território desmembrado do distrito sede do município de Frederico Westphalen.
Pela Lei Municipal n.º 196, de 15 de maio de 1958, é criado o distrito de Pinheirinho (ex povoado), com território desmembrado do distrito de Caiçara e anexado ao município de Frederico Westphalen.
Pela Lei Municipal n.º 197, de 15 de maio de 1958, é criado o distrito de Vista Alegre (ex povoado), com território desmembrado do distrito de Caiçara e anexado ao município de Frederico Westphalen.
Pela Lei Municipal n.º 198, de 15 de maio de 1958, é criado o distrito de Laranjeira (ex povoado), com território desmembrado do distrito de Vicente Dutra e anexado ao município de Frederico Westphalen.
Pela Lei Municipal n.º 290, de 15 de outubro de 1959, é criado o distrito de Castelinho (ex povoado), com território desmembrado do distrito de Vicente Dutra e anexado ao município de Frederico Westphalen.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960, o município é constituído de 9 distritos: Frederico Westphalen, Caiçara, Castelinho, Laranjeira, Palmitinho, Pinheirinho, Taquarussu, Vicente Dutra e Vista Alegre.
Pela Lei Estadual n.º 65, de 08 de fevereiro de 1961, é criado o distrito de Ipuaçu e anexado ao município de Frederico Westphalen.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o município é constituído de 10 distritos: Frederico Westphalen, Caiçara, Castelinho, Ipuaçu, Laranjeira, Palmitinho, Pinheirinho, Taquarussu, Vicente Dutra e Vista Alegre.
Pela Lei Municipal n.º 209, de 16 de novembro de 1964, é criado o distrito de Osvaldo Cruz e anexado ao município de Frederico Westphalen.
Pela Lei Estadual n.º 5.032, de 17 de setembro de 1965, são desmembrados do município de Frederico Westphalen os distritos de Vicente Dutra e Laranjeira, para constituir o novo município de Vicente Dutra.
Pela Lei Estadual n.º 5.067, de 19 de outubro de 1965, são desmembrados do município de Frederico Westphalen os distritos de Caiçara e Ipuaçu, para constituir o novo município de Caiçara.
Pela Lei Estadual n.º 5.087, de 08 de novembro de 1965, são desmembrados do município de Frederico Westphalen os distritos de Palmitinho e Pinheirinho, para constituir o novo município de Palmitinho.
Em divisão territorial datada de 31 de dezembro de 1968, o município é constituído de 5 distritos: Frederico Westphalen, Castelinho, Osvaldo Cruz, Taquarussu e Vista Alegre.
Pela Lei Municipal n.º 827, de 26 de outubro de 1979, o distrito de Taquarussu tomou a denominação de Taquaruçu.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1983, o município é constituído de 5 distritos: Frederico Westphalen, Castelinho, Osvaldo Cruz, Taquaruçu e Vista Alegre.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1988.
Pela Lei Estadual n.º 8.596, de 09 de maio de 1988, alterada em seus limites pela Lei Estadual n.º 8.971, de 08 de janeiro de 1990, é desmembrado do município Frederico Westphalen o distrito de Vista Alegre. Elevado à categoria de município.
Pela Lei Estadual n.º 8.599, de 09 de maio de 1988, alterada em seus limites pela Lei Estadual n.º 8.972, de 08 de janeiro de 1990, é desmembrado do município Frederico Westphalen o distrito de Taquaruçu. Elevado à categoria de município com a denominação de Taquaruçu do Sul.
Em divisão territorial datada de 1991, o município é constituído de 3 distritos: Frederico Westphalen, Castelinho e Osvaldo Cruz.
Em divisão territorial datada de 2015, o município é constituído de 4 distritos: Frederico Westphalen, Castelinho, Osvaldo Cruz e São João do Porto.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
Relevo e Altitude
O município situa-se no Planalto Médio Gaúcho, apresentando um relevo ondulado e, em algumas áreas, acidentado, com vales profundos esculpidos por afluentes do Rio Uruguai. A altitude média é de 566 metros, o que proporciona horizontes amplos e belas vistas das "coxilhas" norte-gaúchas.
Solo e Vegetação
O solo é de origem basáltica, predominando os Latossolos Vermelhos. São terras profundas e extremamente férteis, famosas por sua alta produtividade agrícola. A vegetação original era composta pela Mata Atlântica (Floresta Estacional Decidual) com presença de Mata de Araucárias nas partes mais altas. Hoje, a paisagem é dominada por áreas de cultivo, intercaladas com matas ciliares preservadas.
Clima
Em Frederico Westphalen, o verão é longo, morno e abafado; o inverno é curto e ameno. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação e de céu parcialmente encoberto. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 11 °C a 30 °C e raramente é inferior a 5 °C ou superior a 33 °C.
As melhores épocas do ano para visitar Frederico Westphalen e realizar atividades de clima quente são do início de março ao meio de maio e do meio de agosto ao meio de dezembro.
A estação quente permanece por 4,4 meses, de 18 de novembro a 30 de março, com temperatura máxima média diária acima de 28 °C. O mês mais quente do ano em Frederico Westphalen é janeiro, com a máxima de 30 °C e mínima de 21 °C, em média.
Em Frederico Westphalen, a porcentagem média de céu encoberto por nuvens sofre pequena variação sazonal ao longo do ano.
A época menos encoberta do ano em Frederico Westphalen começa por volta de 3 de março e dura 2,5 meses, terminando em torno de 18 de maio.
O mês menos encoberto do ano em Frederico Westphalen é março, durante o qual, em média, o céu está sem nuvens, quase sem nuvens ou parcialmente encoberto 65% do tempo.
A época mais encoberta do ano começa por volta de 18 de maio e dura 9,5 meses, terminando em torno de 3 de março.
O mês mais encoberto do ano em Frederico Westphalen é junho, durante o qual, em média, o céu está encoberto ou quase encoberto 45% do tempo.
Economia
Frederico Westphalen é o maior município da microrregião do Médio Alto Uruguai. Principal centro comercial desta região, na cidade o comércio representa o maior percentual de seu PIB.
A economia industrial em Frederico Westphalen se dá através de indústrias expressivas nas áreas metalúrgica, produtos em fibra de vidro, lapidação de pedras semi preciosas (o sub-solo da região é repleto de jazidas de pedra ametista, uma pedra de coloração roxa mundialmente conhecida), fábrica de colchões e fábrica de ração, entre as principais. Possui um dos maiores abatedouros de suínos do estado e também é forte seu potencial agroindustrial, com agroindústrias familiares, de pequeno porte.
A agricultura se caracteriza pela pequena propriedade (agricultura familiar). Frederico Westphalen produz feijão, milho, soja; pratica-se a avicultura e a suinocultura; existem programas para desenvolver a piscicultura, a produção de hortaliças, e, recentemente, a plantação de mamona.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 5,6 mil admissões formais e 5,2 mil desligamentos, resultando em um saldo positivo de 324 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 363.
Até janeiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Frederico Westphalen. Neste último mês, não foi identif**ada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 233 empresas.
Educação
Frederico Westphalen tem um diferencial competitivo, é a sua rede de ensino. A cidade é um polo educacional de referência, abrigando milhares de estudantes de todo o Brasil.
As principais instituições de ensino superior são:
- URI (Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões): com um campus vasto e cursos em todas as áreas do conhecimento.
- UFSM (Universidade Federal de Santa Maria - Campus Frederico Westphalen): mantém um campus fixo na cidade, com destaque para Agronomia, Engenharia Florestal e Jornalismo.
- IFFar (Instituto Federal Farroupilha): focado no ensino técnico e tecnológico de alta qualidade.
- Universidade Estadual do Rio Grande do Sul.
- Universidade Norte do Paraná - EaD.
Essa presença universitária confere à cidade uma atmosfera jovem e inovadora, impulsionando a vida noturna, o mercado imobiliário e o setor cultural.
Turismo
O turismo em Frederico Westphalen é marcado pela religiosidade e pelos eventos de negócios.
- Catedral Santo Antônio: é o principal cartão-postal. Com sua arquitetura imponente e mosaicos detalhados, é considerada uma das mais belas igrejas do estado. Sua iluminação noturna é um espetáculo à parte.
- Expofred: uma das maiores feiras multissetoriais do Rio Grande do Sul, realizada periodicamente para expor a força do agronegócio, comércio e indústria local, atraindo milhares de visitantes.
- Lazer: o município conta com clubes de lazer e áreas de camping próximas a rios e cascatas, ideais para o descanso da população local e regional.
Esporte
No futebol, existe o clube União Frederiquense de Futebol, que disputa atualmente o Campeonato Gaúcho e mandou seus jogos até 2017 no Estádio Vermelhão da Colina.
Na cidade ainda existe o Clube Magia da Patinação que hoje conta com 80 alunos matriculados, que participam de competições de nível regional, estadual e nacional e já conquistaram várias colocações em competições desde 2010.
Transporte
A cidade conta com uma estação rodoviária e o Aeroporto de Frederico Westphalen (ICAO: SSWF), que atende a região.
Subdivisões
Distritos
O município de Frederico Westphalen é dividido em três distritos, cada um tendo como sede uma área urbana definida em lei municipal. São eles: Castelinho; Frederico Westphalen e Osvaldo Cruz.
Meio ambiente
O município f**a próximo dos maiores remanescentes de Floresta Atlântica do Norte do Estado do Rio Grande do Sul Parque Estadual do Turvo (Estacional Decidual), Área Indígena do Guarita (Estacional Decidual) e Terra Indígena de Nonoai (Ombrófila Mista), locais de ocorrência de várias espécies ameaçadas da fauna e flora brasileiras. A expansão das lavouras de soja, principalmente na década de 70, são apontados como uma das causas da derrubada da floresta no município, que formava um imenso e contínuo "tapete verde" desde a Argentina (Misiones) até o litoral norte do estado. O extrativismo vegetal, a caça e a derrubada das matas para expansão da lavoura, tem agravado ainda mais os problemas. Os trabalhos de pesquisa feitos nos últimos anos surgem como a principal ferramenta de conscientização à população e à gestão ambiental.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

04/06/2026

EXU - PERNAMBUCO
Exu é um município brasileiro do estado de Pernambuco, situado à altura da Serra do Araripe, na divisa entre os estados de Pernambuco e Ceará.
Administrativamente, o município é composto por seis distritos: Exu (sede), Posto da Serra, Tabocas, Timorante, Viração e Zé Gomes. Sua população, conforme estimativas do IBGE para o ano de 2025, era de 33.486 habitantes.
Etimologia
De acordo com os habitantes da terra, existem duas versões para a origem da denominação "Exu": uma decorrente de uma corruptela do nome do povo "Ançu" ou "Açu" da nação Cariri; a outra diz que os indígenas chamaram de Exu devido a um tipo de abelhas de ferrão, denominadas "Inxu", que ao ferroar causava muita dor.
História
Nos primeiros anos do século XVIII teve início a povoação de Exu, decorrente dos contatos do povo indígena Ançu ou Açu, identif**ado com a nação cariri, com fazendas vinculadas à Casa da Torre, à margem do rio São Francisco, habitada por proprietários e procuradores baianos estabelecidos na capitania da Baía de Todos os Santos.
Os indígenas, já em contato com os vaqueiros dessas fazendas, levaram estes às suas moradias e ao regressar, os vaqueiros informaram aos patrões que as terras onde moravam os indígenas eram fartas em fontes de águas e os terrenos dotados de boa qualidade para o cultivo e a criação animal. Após ter tomado conhecimento sobre a região, esses fazendeiros a colonizaram, expulsando os indígenas que ocupavam tradicionalmente a área e aldeiando os remanescentes.
Logo após essa invasão por colonizadores luso-brasileiros, chegaram alguns jesuítas, que ali permaneceram por alguns anos, até partirem da região, deixando apenas vestígio de sua estadia, pois construíram uma capelinha ao Senhor Bom Jesus dos Aflitos, que tornou-se o padroeiro da cidade. Reflexo disso foi a criação em 1734 da freguesia do Senhor Bom Jesus dos Aflitos de Exu.
Conforme algumas fontes da memória local, a colonização contemporânea do município teria ocorrido no século XVIII, pelos portugueses, teve à frente o colono português Joaquim Pereira de Alencar, o qual era avô do Barão do Exu e antepassado do escritor e político cearense José de Alencar.
Em 1817, após a Revolução Pernambucana, ocorreu a prisão em Recife da comerciante e revolucionária Bárbara de Alencar, exuense descendente dos primeiros colonos portugueses que se estabeleceram na região e a Fazenda Caiçara, situada no território da freguesia de Senhor Bom Jesus dos Aflitos de Exu e pertencente à família Alencar foi confiscada.
Durante a época do Brasil Imperial, o povoado de Exu foi elevado à categoria de vila no ano de 1846. Três anos depois, houve a transferência da sede do termo para Ouricuri por uma lei datada de 1849, a qual se seguiu a várias outras leis que conferiu instabilidade na formação do poder local.
Essa instabilidade institucional no estabelecimento do ente local exuense pode ser observada na Lei de 1858 que restaurou a categoria de vila para Exu, na lei de 1862 que retrocede esse estatuto ao anexá-la à comarca de Cabrobó; na Lei de 1863 que transferiu a vila para Granito; na Lei de 1872 que a transforma em sede de freguesia; na Lei de 1874, que novamente a restaurou na categoria de vila; na Lei de 1881 que elevou-a ao estatuto de comarca; e na Lei de 1883 que lhe tirou esse mesmo estatuto.
No final do Brasil Império, o município foi instalado em 7 de junho de 1885, passando a ser autônomo em 9 de julho de 1893, logo após à Proclamação da República, em face a Lei n.º 52, de 3 de agosto de 1892, quando foi designado como seu primeiro prefeito Manoel da Silva Parente. Em 1895, o município foi suprimido, porém, ele veio a ser restaurado em 1907 com nome de Novo Exu, denominação que seria posteriormente simplif**ada para Exu.
Ao longo do século XX, o município de Exu passou por uma grave crise sociopolítico que perpassou aquele século devido as diversas e contínuas disputas políticas envolvendo três famílias que lutavam pelo domínio do mandonismo local: os Alencar, os Sampaio e os Saraiva.
A partir de ano 1949, o conflito oligárquico entre os clãs político-familiares se intensificou com o assassinato do coronel Romão Sampaio por José Aires de Alencar, vulgo "Zito Alencar", um jovem pertencente ao clã Alencar que fugiu depois da prática do crime. Após esse evento, as três famílias viveram em constantes conflitos armados, com uma facção formada pelos "Alencar" de um lado (popularmente conhecidos como "Boca Branca") e outra facção formada pelas famílias Sampaio e Saraiva do outro (conhecidos como "Boca Preta"), as quais matavam e aterrorizavam toda a população local alheia a essas disputas político-familiares.
Entre o final da década de 1940 e meados da década de 1960, período conhecido como Quarta República, a animosidade dessas disputas armadas seriam reproduzidas na política institucional local. Isso ocorreu com o Partido Social Democrático (PSD) sendo associado à família "Alencar", enquanto a União Democrática Nacional (UDN) seria associada à família "Sampaio". A eleição de Cid Sampaio ao cargo de governador de Pernambuco em 1958 fez com que essas oligarquias locais viessem a inverterem as siglas partidárias a que estavam originalmente vinculadas.
Após o Golpe Militar de 1964, o estado deligerante entre as oligarquias locais permaneceu com os três clãs familiares apoiando a ditadura civil-militar instalada e se filiando conjuntamente ao partido governante Aliança Renovadora Nacional (ARENA), mas formando uma cisão na classe dominante local com a família "Sampaio" compondo a chamada "ARENA 1", enquanto a família "Alencar" formava o "ARENA 2".
Na década de 1960, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Instituto Nacional de Endemias Rurais (INERu) vinculado ao Ministério da Saúde escolheram o município de Exu para abrigar um laboratório científico dedicado ao estudo da peste, que foi coordenado pela bióloga Alzira de Paiva Almeida. Deste laboratório, denominado formalmente de Plano Piloto de Peste do Brasil em Exu, saíram resultados importantes de microbiologia que contribuíram para que o Brasil se tornasse autossuficiente no diagnóstico da peste além de ajudar o estado de Pernambuco a armazenar uma das maiores coleções de cepas da Yersinia pestis do mundo, com cerca de mil exemplares.
Em 12 de maio de 1978, o prefeito municipal de Exu, o Zito Alencar, que havia assassinado, três décadas antes, uma liderança política vinculada à família Sampaio, foi assassinado por pistoleiros. Nessa época, cogitou-se uma intervenção federal no município.
No final da década de 1970, Exu foi cenário das gravações de um documentário curta metragem chamado "Exu, Uma Tragédia Sertaneja", dirigido por Eduardo Coutinho, que buscou retratar os conflitos locais entre as famílias Sampaio/Saraiva e a família Alencar, sendo lançado em janeiro de 1979.
Formação Administrativa
Freguesia criada com a denominação de Senhor Bom Jesus dos Aflitos de Exu, em 1734.
Pela Lei Provincial n.º 150, de 30 de março de 1846, e Leis Provinciais n.º 249, de 18 de junho de 1849, n.º 548, de 09 de abril de 1863 e n.º 608, de 03 de abril de 1895, a vila de Exú foi extinta.
Pelas Leis Provinciais n.º 442, de 02 de junho de 1858, e n.º 1.135, de 30 de abril de 1874, a vila foi recriada com a mesma denominação. Instalada em 07 de junho de 1875.
Elevada à condição de sede do município com a denominação de Novo Exú, pela Lei Estadual n.º 844, de 10 de junho de 1907.
Elevada à condição de cidade com a denominação de Novo Exú, pela Lei Estadual n.º 991, de 01 de julho de 1909. Desmembrado de Granito. Sede em Novo Exú.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.
Pelas Leis Municipais n.º 12, de 15 de novembro de 1914, e n.º 101, de 15 de novembro de 1929, é criado o distrito de Bom Jardim e anexado ao município de Exú.
Pela Lei n.º 101, de 15 de novembro de 1929, é criado o distrito de Canabrava anexando ao município de Novo Exú.
Pela Lei Municipal n.º 14, de 20 de agosto de 1931, o distrito de Canabrava passou a denominar-se Taboca.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município aparece constituído de 4 distritos: Novo Exú, Baixio, Bom Jardim e Tabocas (ex Canabrava).
Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937.
Pelo Decreto-lei n. 92, de 31 de março de 1938, os distritos de Bom Jardim e Tabocas aparecem com a denominação de Claranã e Cana-Brava.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 235, de 09 de dezembro de 1938, o município de Novo Exú passou a denominar-se simplesmente Exu. Sob o mesmo Decreto, é transferido o distrito Claranã do município de Exú para Bodocó.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município aparece constituído de 3 distritos: Exú (ex Novo Exu), Baixio e Cana-Brava (ex-Tabocas).
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 952, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Baixio tomou o nome Timorante o distrito de Cana-Brava a denominar-se Viração.
Pela Lei Estadual n.º 421, de 31 de dezembro de 1948, o município de Exú passou grafar a Exu.
Em divisão territorial datada de 01 de julho de 1950, o município de 3 distritos: Exu, Timorante (ex Baixio), e Viração (ex Cana Brava).
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1º de julho de 1955.
Pela Lei Municipal n.º 170 de 10 de dezembro de 1958, é criado o distrito de Tabocas e anexado ao município de Exu.
Pela Lei Municipal n.º 171, de 10 de maio de 1958, é criado do distrito de Zé Gomes e anexado ao município de Exu.
Em divisão territorial datada de 1º de julho de 1960, o município é constituído de 5 distritos: Exu, Tabocas, Timorante, Viração e Zé Gomes.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2023.
Geografia
O espaço territorial municipal de Exu se encontra situado na parte pernambucana da Chapada do Araripe, estando nas proximidades do município cearense de Crato.
Relevo e Altitude
Exu possui uma topografia privilegiada. Enquanto a sede está a cerca de 520 metros de altitude, as áreas situadas na encosta da Chapada do Araripe podem atingir os 900 metros. O relevo é composto por planaltos e depressões sertanejas.
Solo e Vegetação
Os solos variam de arenosos a latossolos profundos nas áreas de serra. A vegetação é um mosaico: a Caatinga domina as baixadas, enquanto a Floresta Estacional (Mata Serrana) protege as encostas da chapada, garantindo um verde perene mesmo em tempos de seca.
Clima
O clima é o Semiarido (BSh), mas com uma particularidade: a proximidade com a Chapada do Araripe cria microclimas mais frescos e úmidos nas serras, o que diferencia Exu de vizinhos mais áridos. O índice pluviométrico é 865 mm anuais de água.
Em Exu, a estação com precipitação é abafada e de céu encoberto; a estação seca é de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o clima é quente. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 18 °C a 36 °C e raramente é inferior a 17 °C ou superior a 37 °C.
A melhor época do ano para visitar Exu e realizar atividades de clima quente é do fim de maio ao meio de outubro.
A estação quente permanece por 2,9 meses, de 14 de setembro a 11 de dezembro, com temperatura máxima média diária acima de 34 °C. O mês mais quente do ano em Exu é novembro, com a máxima de 35 °C e mínima de 22 °C, em média.
A estação fresca permanece por 4,4 meses, de 24 de fevereiro a 5 de julho, com temperatura máxima diária em média abaixo de 31 °C. O mês mais frio do ano em Exu é julho, com a mínima de 18 °C e máxima de 31 °C, em média.
Economia
Exu é uma pequena cidade que se destaca por apresentar novas oportunidades de negócios e pela alta regularidade das vendas no ano.
A economia de Exu é sustentada pelo vigor do setor primário e pelo turismo cultural e está baseada, principalmente, pela agricultura e pecuária.
Os principais destaques são:
Na apicultura, Exu é um dos grandes produtores de mel de abelha do Araripe, produto de altíssima qualidade devido à flora diversif**ada da chapada.
A agricultura contempla o cultivo de mandioca (e suas casas de farinha), milho e feijão, além da fruticultura nas áreas de serra.
O setor de serviços é pulsante, impulsionado pelo fluxo de pessoas que cruzam a divisa Pernambuco/Ceará.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 330 admissões formais e 247 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 83 novos trabalhadores. Este desempenho é superior ao do ano passado, quando o saldo foi de 16.
Até janeiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Exu. Neste último mês, não foi identif**ada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 20 empresas.
Educação
Na área educacional, o município conta com uma rede de ensino fundamental e médio que busca integrar o saber acadêmico à valorização cultural. Exu tem se destacado por projetos de educação patrimonial, ensinando às novas gerações a importância histórica de figuras como o Barão de Exu e Luiz Gonzaga. A proximidade com centros universitários no Cariri (Crato e Juazeiro do Norte) facilita o acesso ao ensino superior para os jovens exuenses.
Turismo
O turismo em Exu é, essencialmente, uma peregrinação cultural e ecológica.
O Parque Aza Branca é o maior atrativo da cidade. O complexo abriga o Museu de Luiz Gonzaga, a casa onde ele viveu, o mausoléu do artista e de sua esposa Helena, além de um acervo riquíssimo com sanfonas, gibões de couro e discos de ouro.
Na Chapada do Araripe, para os amantes do ecoturismo, as trilhas na serra oferecem vistas panorâmicas, fontes de água natural e uma fauna exuberante, sendo um refúgio para observadores de aves.
O turismo gastronômico é forte, com destaque para o bode assado, o queijo coalho e os doces de frutas nativas.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Weather Spark ; Caravela .

03/06/2026

JUQUITIBA - SÃO PAULO
Juquitiba é um município localizado na Região Metropolitana de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil. Sua população estimada pelo IBGE, para o ano de 2025, era de 27.969 habitantes, distribuída em uma área de 521,598 quilômetros quadrados. O município é formado pela sede e pelo distrito de Barnabés. É conhecido como destino de ecoturismo e turismo de aventura, principalmente pela atividade de rafting.
História
Os primeiros agrupamentos populacionais no território de Juquitiba surgiram ao longo de antigas trilhas utilizadas por indígenas, escravizados e tropeiros, dando origem a bairros hoje existentes nas margens da Rodovia Régis Bittencourt. O principal deles, no entanto, surgiu por volta do ano de 1887, quando o fazendeiro Manoel Jesuíno Godinho e sua esposa construíram uma capela dedicada à Nossa Senhora das Dores e doaram dois alqueires de suas terras no entorno para moradores locais construírem suas residências. A partir de então, o povoado ali criado passou a ser conhecido como "Capela Nova da Bella Vista do Juquiá". Em 1907, esse povoado foi elevado à categoria de distrito do município de Itapecerica da Serra, recebendo o nome de "Juquitiba".
A região, de difícil acesso à capital, teve suas primeiras estradas abertas com o objetivo principal de escoar a produção de carvão vegetal, que movimentou a economia local, principalmente entre as décadas de 1940 e 1960. Com a construção da Rodovia Régis Bittencourt, o acesso à Juquitiba pela capital foi facilitado, o que favoreceu sua emancipação em 1964. A instalação do município se deu em 28 de março de 1965, data em que passou a ser comemorado seu aniversário. Com o declínio da produção carvoeira a partir dos anos 1970, decorrente da diminuição de demanda pela universalização da energia elétrica, diversas áreas de produção passaram a ser loteadas para a venda de sítios e chácaras de veraneio, voltados majoritariamente ao público residente na cidade de São Paulo.
A partir da década de 1980, Juquitiba viu surgir as primeiras atividades de turismo, principalmente relacionadas à prática de esportes de aventura no Rio Juquiá. O rafting ganhou destaque entre elas, devido à instalação no município da primeira base fixa da atividade no Brasil, o Sítio Canoar, que passou a oferecê-la regularmente como produto turístico. A popularização do rafting, promovida em Juquitiba, ampliou a visibilidade do município enquanto destino turístico a partir dos anos 1990, marcando o início do reconhecimento da vocação turística local.
Gentílico: Juquitibense ou Juquitibano.
Formação administrativa
Distrito criado com a denominação de Juquitiba, por Lei Estadual n.º 1.117, de 27 de dezembro de 1907, no Município de Itapecerica. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, figura no Município de Itapecerica o Distrito sob a denominação de Juquitiba. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, figura igualmente como Distrito do Município de Itapecerica. Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, Juquitiba é Distrito apenas judiciário do Município de Itapecerica.
No quadro anexo ao Decreto-Lei Estadual n.º 9.073, de 31 de março de 1938, o Distrito de Juquitiba permanece no Município de Itapecerica - assim figurando no quadro fixado, pelo Decreto Estadual n.º 9.775, de 30 de novembro de 1938, para 1939-1943.
Pelo Decreto-Lei Estadual n.º 14.334, de 30 de novembro de 1944, o Município de Itapecerica passou a denominar-se Itapecerica da Serra.
No quadro fixado, pelo referido Decreto-Lei n.º 14.334, para vigorar em 1945-1948, o Distrito de Juquitiba figura no Município de Itapecerica da Serra, assim como os fixados pelas Lei n.º 233, de 24 de dezembro de 1948, para vigorar em 1949-1953 e Lei n.º 2.456, de 30 de dezembro de 1953, para 1954-1958.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 01 de julho de 1960.
Elevado à categoria de município com a denominação de Juquitiba, por Lei no 8092, de 28 de fevereiro de 1964, desmembrado de Itapecerica. Constituído do Distrito Sede. Sua instalação verificou-se no dia 28 de março de 1965.
Em divisão territorial datada de 01 de junho de 1995, o município é constituído do Distrito Sede.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15 de julho de 1999.
Topônimo
O topônimo Juquitiba é proveniente do termo tupi guarani "y-kuî-tiba", que tem como signif**ado "água que cai em abundância". O nome do município seria uma referência às nascentes, riachos e rios existentes em grande quantidade na região, além do clima chuvoso da região serrana. Tal termo originou o apelido "Terra de Muitas Águas".
Para Eduardo Navarro, vem de îukyra + tyba: ajuntamento de sal, salina.
Geografia
Seus limites são: Ibiúna a oeste e norte, São Lourenço da Serra e Embu-Guaçu a nordeste, São Paulo a leste, Itanhaém a sudeste, Pedro de Toledo e Miracatu a sul. Sua área é de 521,598 km².
Hidrografia
Juquitiba integra uma região rica em nascentes e cursos d'água, nas sub-bacias hidrográf**as do Alto Juquiá e Guarapiranga. O município tem todo seu território classif**ado como Área de Proteção e Recuperação de Mananciais. Entre os principais cursos d'água, estão: Rio São Lourenço; Rio Juquiá; Rio Itariru; Ribeirão do Godinho; Ribeirão do Braço Grande; Ribeirão do Bracinho; Ribeirão das Capivaras; Ribeirão das Laranjeiras; Ribeirão dos Cuiabas e Represa Cachoeira do França
Em 2018, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) inaugurou o Sistema Produtor São Lourenço para captação de água da Represa Cachoeira do França, no limite entre os municípios de Juquitiba e Ibiúna, e abastecimento de municípios da Região Metropolitana de São Paulo.
Rodovias
O principal acesso ao município se dá pela Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), que conecta São Paulo a Curitiba e corta o território de Juquitiba.
Clima
O clima, em Juquitiba, é considerado subtropical. O o verão é morno, abafado e de céu quase encoberto; o inverno é ameno e de céu parcialmente encoberto. Durante o ano inteiro, o tempo é com precipitação. Ao longo do ano, em geral a temperatura varia de 13 °C a 28 °C e raramente é inferior a 9 °C ou superior a 32 °C.
As melhores épocas do ano para visitar Juquitiba e realizar atividades de clima quente são do fim de março ao meio de junho e do início de agosto ao início de setembro.
A estação morna permanece por 3,1 meses, de 17 de dezembro a 20 de março, com temperatura máxima média diária acima de 27 °C. O mês mais quente do ano em Juquitiba é fevereiro, com a máxima de 28 °C e mínima de 20 °C, em média.
A estação fresca permanece por 3,0 meses, de 15 de maio a 15 de agosto, com temperatura máxima diária em média abaixo de 23 °C. O mês mais frio do ano em Juquitiba é julho, com a mínima de 13 °C e máxima de 22 °C, em média.
O município localiza-se em região úmida e chuvosa, característica de sua localização, que abrange trechos da Serra do Mar.
Vegetação
Juquitiba apresenta vegetação ombrófila densa, típica de regiões de Mata Atlântica próximas ao litoral. O município abrange a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo, a Área de Proteção Ambiental da Serra do Mar, parte do Parque Estadual da Serra do Mar (Núcleos Curucutu e Itariru) e da zona de amortecimento do Parque Estadual do Jurupará.
Relevo
A região de Juquitiba é montanhosa, sendo a altitude média do município de 685 metros. O ponto maior altitude f**a no bairro das Laranjeiras (900 metros) e o de menor altitude no bairro da Serra do Cafezal (550 metros).
Economia
Juquitiba é um município de grande relevância na região que se destaca pela alta regularidade das vendas no ano e pelo elevado potencial de consumo.
A economia de Juquitiba é singular dentro da Grande São Paulo. Por ser uma Cidade Manancial, o município possui restrições severas para indústrias poluentes.
O Turismo de Aventura é o principal motor econômico. Juquitiba é pioneira no Brasil em atividades de Rafting no Rio Juquiá.
Na produção de água, o município abriga parte da Represa Cachoeira do França, vital para o abastecimento e geração de energia.
Já na agricultura e extrativismo, destaca-se a produção de plantas ornamentais, piscicultura e a agricultura familiar orgânica.
De janeiro a dezembro de 2025, foram registradas 1,7 mil admissões formais e 1,7 mil desligamentos, resultando em um saldo de 23 novos trabalhadores. Este desempenho é inferior ao do ano passado, quando o saldo foi de 191.
Até janeiro de 2026 não houve registro de novas empresas em Juquitiba. Neste último mês, não foi identif**ada nenhuma nova empresa. Este desempenho é igual ao do mês imediatamente anterior (0). No ano de 2025 inteiro, foram registradas 71 empresas.
Educação
Na área da Educação, o município foca na rede básica e fundamental, enfrentando o desafio de atender comunidades rurais espalhadas por terrenos acidentados. A educação ambiental é um pilar forte no currículo local, buscando conscientizar as novas gerações sobre a importância de preservar os mananciais que sustentam não apenas a cidade, mas toda a metrópole vizinha.
Turismo
Juquitiba possui diversos atrativos relacionados ao ecoturismo e turismo de aventura, como arvorismo, tirolesa, trekking, canoagem, birdwatching, entre outros, oferecidos por empreendimentos turísticos privados. O município é considerado o berço do rafting no Brasil, por sediar a primeira operadora turística a implementar a atual modalidade responsável pela popularização do esporte radical no país. O percurso do Rio Juquiá é explorado por duas empresas de aventura sediadas em suas margens.
No limite entre Juquitiba e Ibiúna, a Represa Cachoeira do França, criada em 1957 pela Companhia Brasileira de Alumínio, do grupo Votorantim, para geração de energia hidrelétrica, é hoje um conhecido ponto turístico para visitantes em busca de atividades náuticas e pesca esportiva. Por essa razão, é rodeada de pesqueiros e marinas. No entorno da represa também está o principal acesso ao Parque Estadual do Jurupará, que abriga trilhas e cachoeiras.
Inaugurada em 1993 no centro da cidade, a Aldeia do Artesanato se destaca no turismo cultural como polo local de produção e comércio de artesanato. Entre os atrativos, o local sedia desde sua inauguração o tradicional ateliê do artesão Marquinhos da Aldeia, famoso na região pelo trabalho de entalhe e pintura em madeira.
Em 2018 foi fundado no município o Observatório do Turismo de Juquitiba, primeira ONG dedicada ao desenvolvimento turístico local. A organização está sediada em empreendimento homônimo que promove atividades de ecoturismo, pesquisa, educação ambiental, lazer e cultura para turistas e moradores locais.
Em 2019, Juquitiba foi classif**ado como Município de Interesse Turístico (MIT) pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. A cidade integra atualmente a Região Turística Mananciais, Aventura e Arte.
Referências para o texto: Wikipédia ; IBGE ; Caravela ; Weather Spark .

Endereço

Rio De Janeiro, RJ
22790060

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