19/04/2023
Campanha pela Paz nas Escolas e Sociedade
O Papa Francisco em janeiro de 2020 falou que: “A paz é um bem precioso, objeto da nossa esperança; por ela aspira toda a humanidade”. O documento conciliar Gaudium et spes, no número 78, propõe o tema da paz de modo positivo e bíblico ao afirmar: “A paz não é ausência de guerra; nem se reduz ao estabelecimento do equilíbrio entre as forças adversas, nem resulta duma dominação despótica. Com toda a exatidão e propriedade ela é chamada ‘obra da justiça’ (Is. 32, 7)”. Esta mesma compreensão é apresentada pelo Papa Francisco: a paz “não é apenas ausência de guerra, mas o empenho incansável, especialmente daqueles que ocupamos um cargo de maior responsabilidade, de reconhecer, garantir e reconstruir concretamente a dignidade, tantas vezes esquecida ou ignorada, de irmãos nossos, para que possam sentir-se os principais protagonistas do destino da própria nação”. 1 Portanto, a paz é dom de Cristo ressuscitado. Paz é caridade cristã, fraternidade universal. O apóstolo Paulo define a mensagem cristã como “Evangelho da paz” (Ef 6,15). São João Paulo II afirmava continuamente que “a paz começa no coração do homem. O que principalmente precisa mudar são o coração e as atitudes da pessoa; e isso exige uma renovação, uma conversão dos indivíduos”. 2 No entanto, a paz terrena jamais se pode considerar completa porque a paz não se alcança de modo estável, mas é preciso construí-la constantemente neste mundo ferido pelo pecado. A paz acontece quando se realiza a tríplice harmonia: harmonia dos seres humanos na sua relação com Deus, harmonia na sua relação com os irmãos e harmonia na relação com o meio ambiente. A paz é uma totalidade de vida, “abundância de vida”. Nisto cumpriu-se a missão de Jesus: reconciliar os homens com Deus, reconciliá-los entre si e com toda a criação. A paz acontece plenamente na presença do Ressuscitado, pela força do Espírito. Cabe a cada um de nós acolher esta paz, a recusa em acolhê-la é um obstáculo à plena realização do plano criador do Pai e a recusa do amor. Acolher a presença de Jesus, deixando-O depositar em nós a fonte de todo amor, para reaprender a viver a fraternidade.