27/01/2021
A REAL!!!
PANDEMIA DO CORONAVÍRUS: VISÃO GERAL DO TRANSPORTE FRETADO RODOVIÁRIO.
Sem ter viagens, empresas de ônibus fretados tentam sobreviver à crise. Setor está parado e sem caixa. Os ônibus que já levaram muitos passageiros em excursões rumo a praias, resorts e romarias, alunos para as escolas, faculdades, hoje, em meio à crise provocada pelo coronavírus, estão parados nas garagens. As empresas pedem socorro, afinal, sem clientes não há dinheiro em caixa. E se não há fundos, o destino tem só um: risco de falência. Quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou pandemia para o coronavírus, as empresas de transporte rodoviário fretado foram as primeiras a parar. Afinal, fecharam as escolas, faculdades e o receio dos passageiros fez com que muitos cancelassem as viagens de turismo. Com isso, muitos negócios estagnaram, sem previsão de volta às estradas.
SAIBA MAIS
Apesar da queda repentina de dinheiro em caixa, muitos empresários preferiram não demitir funcionários, alguns acabaram tendo o contrato suspenso, com base na Medida Provisória 936, do governo federal, Medida Provisória esta que já acabou, mas a pandemia NÃO ESTÁ SENDO PROVISÓRIA!!!
AJUDA DOS BANCOS?
Para fazer um capital de giro, muitas empresas estão tentando recorrer aos bancos. No entanto, acabam encontrando taxas altas. Quando o assunto é linha de crédito, a rota é outra. PRONAMPE, cadê? Faltou!!! Os bancos estão emprestando dinheiro apenas para empresas que não estão endividadas. Nesse caso, como faz? Quem está realmente precisando de dinheiro não tem acesso. Nossa preocupação agora é sobreviver neste período para poder retomar ao segmento de fretamento. Se tivéssemos condição de bancar o negócio, não estaria fazendo empréstimo! Os bancos estão irredutíveis em questão de taxas. Em vez de se unir as empresas para ajudar a superar a crise, eles estão aproveitando a situação para ganhar MAIS dinheiro. Acaba que as empresas ficam na mão deles, já que para o governo parece que a pandemia acabou em 31/12/20 com o fim do Decreto de Estado de Calamidade Pública e o fim do Programa Emergencial para Preservação do Emprego e da Renda.
FUTURO INCERTO
Para as empresas de ônibus de fretamento, 2020 foi um ano perdido e em 2021, se contida a pandemia, nosso setor vai voltar ‘engatinhando’. Só nos resta ter esperança num cenário pouco esperançoso!
Mateus Adler e Felipe Quintella
SITE ESTADO DE MINAS (www.em.com.br)