05/02/2026
Nos últimos 25 anos, tenho dedicado meu trabalho exclusivamente à Aviação Executiva.
Mas poucos sabem que, antes de atuar profissionalmente no setor, fui piloto e instrutor de planadores - para mim, a mais pura expressão da arte de voar.
E algumas das lições que aprendi a bordo de um planador seguem norteando a forma como conduzo os negócios até hoje.
Um planador convencional não tem motor e justamente por essa razão, você nunca conta com ele.
O piloto precisa observar o ambiente, interpretar a natureza e gerenciar com precisão os fatores controláveis e incontroláveis para voar mais alto, ir mais longe e pousar com segurança.
Uma vez no ar, o desafio é encontrar as correntes ascendentes, as chamadas térmicas ou lifts - que impulsionam o planador para cima, permitindo ganhar altitude e permanecer no céu por horas, percorrendo grandes distâncias.
No mundo dos negócios, a analogia é direta e poderosa. Uma empresa, por mais sólida que seja, está sempre “planando”, perdendo altura de acordo com sua razão de planeio - que, em termos figurados, representa o consumo de recursos: tempo, caixa, energia...
O sucesso de “voar alto” não vem de um motor interno que nunca para, mas da capacidade de identificar e aproveitar as oportunidades — forças externas que impulsionam o voo: uma nova demanda, um novo mercado, uma mudança de comportamento do cliente, etc.
Outra lição que trago dos planadores é sobre o pouso: que é único. O piloto precisa planejar com precisão altura, distância, vento e velocidade, de acordo com a performance e a razão de planeio, para acertar de primeira. Não há arremetida possível.
Num paralelo com o mundo corporativo, é fundamental conhecer a natureza do negócio, a máquina, o ambiente, os ventos… e, sobretudo, os próprios limites antes de tomar decisões. Ignorar qualquer um desses elementos pode trazer consequências sérias.
A busca incessante pela excelência — respeitando os limites da máquina, da natureza e do ser humano, e valorizando cada um desses elementos — é o que inspira o método e os pilares da AERIE.
Nosso propósito é o mesmo de um bom voo: ir mais alto, mais longe e com segurança - e, no final, desfrutar da jornada.