14/01/2024
Hoje os mares do mundo estão contando uma história inesperada que pode ter um impacto semelhante ou pior do que o da covid, do congestionamento dos portos, do desequilíbrio dos vazios e do fechamento do Canal de Suez devido ao incidente Ever Given.
Uma triste história com mísseis e drones voando pelos céus do Mar Vermelho e do Golfo de Áden, transformando essas rotas comerciais em cenários de medo e incerteza.
A milícia houthi lançou ataques a navios comerciais, causando estragos nas rotas marítimas e desafiando a frágil estabilidade da cadeia de suprimentos global.
O clímax dessa história veio com um ataque a um navio da Hapag-Lloyd.
Este evento, para além de ser uma mera nota de rodapé em reportagens, tornou-se um símbolo da vulnerabilidade e interconexão do comércio global.
Em resposta a essa crescente insegurança e a outro incidente em que um míssil chegou perto de atingir uma de suas embarcações, a Maersk, uma das maiores companhias de navegação do mundo, tomou uma decisão drástica: desviar toda a sua frota para navegar pelo Cabo da Boa Esperança, contornando o sul da África.
Essa decisão, que lembra as viagens exploratórias de outrora, não é apenas uma medida de precaução, mas também uma estratégia que pode alterar a dinâmica do comércio global.
Ao escolher essa rota alternativa, a Maersk e a Hapag Lloyd não apenas aumentariam significativamente o tempo de trânsito de suas viagens, mas também exigiriam a absorção de frotas atualmente estacionárias e subutilizadas para fazê-lo.
Isso poderia levar a um desequilíbrio na oferta de navios, o que levanta inclusive a possibilidade de uma mudança nas taxas de frete.
Esta ação pode ser um prelúdio para uma mudança ainda mais profunda, em um momento em que o setor mal está se recuperando dos efeitos da pandemia e do incidente Ever Given no Canal de Suez.
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