16/05/2020
Uma Lágrima por Moro.
Uma Lágrima por Moro na companhia de Drummond: e agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu. A toga rasgou, você não é mais juiz, nem ministério tu tem. E agora? Você que era gigante, amado do povo, admirado pelo mundo. E agora, José Moro? Andavas na rua, eras abraçado, selfies a mil. Eras celebridade, sujeito ilustre, um dignitário. E agora? A fama acabou, o dinheiro entrou(?), mas a honra se foi. Viraste um bordão, na moral um anão, agora estás só. O povo te amava, ao vê-lo chorava, gritava Môôro. Agora acabou, você faleceu, um judas nasceu, a honra se foi. E agora, José. Sem a luz do palco, sem o brilho de outrora, o que vais fazer? A esquerda te odeia, a direita te despreza, pra onde fugir? Você tinha gloria, cargo e fama, mas viraste um traíra. Por quê tu fez isso, tomasse alguma, ou cheirou o que não devias? Você era herói, agora nos dói vê-lo contando lorotas, fazendo fofocas, perdido pela ambição. Você tinha tudo, eras sortudo, o nosso guerreiro. Mas em plena pandemia, união se pedia, e olha o que você fez? A mosca azul te infectou, ou viraste um robô, pra Globo e pro Dória? Pobre de ti, Moro José, você acabou. É coisa pra chorar, mas somente uma lágrima vou deixar, sobre seu caixão moral. Que pena, Moro. Nós brasileiros vestimos nosso herói, mas ao acordarmos vimos que o nosso rei estava nu. E agora, Moro? Você não traiu Bolsonaro e o Brasil. Você traiu a si próprio, você se matou. Que pena, Moro! E agora, Moro José?