05/05/2026
Muita gente olha para a DUIMP e enxerga “um novo sistema”. Mas a mudança real é outra:
A DUIMP vem com o Novo Processo de Importação (NPI), que propõe uma nova lógica de operação — baseada em dados estruturados, previsibilidade e, principalmente, gerenciamento de riscos.
No processo antigo, era comum a operação funcionar “apesar dos dados”. No Novo Processo, a operação depende da qualidade deles — e é isso que sustenta uma análise de risco mais eficiente por parte dos órgãos anuentes.
O que isso significa na prática?
• O registro deixa de ser só um ato operacional
Ele passa a ser o reflexo de uma base construída antes: catálogo consistente, NCM bem fundamentada, atributos completos e documentação amarrada.
É essa base que permite classificar corretamente o risco da operação — antes mesmo do embarque.
• Inconsistência vira gargalo em cadeia
Um campo mal preenchido não é só “um errinho”. Ele pode virar:
- exigência,
- reprocessamento,
- atraso de liberação,
- custo de armazenagem,
- e impacto direto no cliente final.
No NPI, inconsistência também significa aumento de exposição ao risco — e, consequentemente, mais intervenções.
• A importação passa a exigir governança transversal
Não é “problema do despachante” ou “do time de comex”.
É produto (engenharia/qualidade), fiscal/tributário, compras, compliance e logística trabalhando juntos com o mesmo padrão.
E é aqui que muita operação trava: a empresa tenta implementar DUIMP com mentalidade de DI.
DUIMP exige uma nova cultura: dados padronizados, evidência estruturada, responsabilidade definida, revisão contínua — e uma gestão ativa de riscos ao longo de toda a operação.
No fim, o NPI não torna a importação mais difícil. Ele torna inviável continuar importando no improviso.