17/03/2023
Estrategicamente posicionada entre as idílicas praias da Côte D’Azur e os Alpes, no sudeste francês, a charmosa roça francesa reúne predicados irresistíveis. Para começar, tem sol e céu azul durante mais de 300 dias por ano.
O clima abençoado faz crescer vinhedos exuberantes, cerejeiras carregadas, oliveiras milenares e flores que só existem por lá, como a lavanda, a sua marca registrada e principal cartão-postal, também chamada de “ouro azul” (ela tem até o selo AOC, de Appellation d’Origine Controlée, o certif**ado de origem que costuma ser atribuído aos melhores queijos e vinhos franceses).
Apenas a título de exemplo, o que se vê em outras partes do mundo não passa de uma variação híbrida da “lavanda real” chamada tecnicamente de lavendin. Selvagem e natural, só mesmo nos campos provençais.
As flores da lavanda (lavande fine, em francês, mais rara e selvagem, cujo óleo essencial é aproveitado na perfumaria) e do lavandim (lavandin, usado para produtos menos nobres como sabonetes) não florescem na primavera (de 21 de março a 21 de junho), mas sim no começo do verão europeu, mais especif**amente nos últimos dias de junho até por volta de 10 de julho.
Então, se o propósito da sua viagem à Provence é ver os campos de lavanda floridos, vá em julho, quando as flores f**am bem roxas. No entanto, é preciso ter cuidado com a data da colheita, que pode acontecer entre o fim de julho e o início de agosto – depois disso, as flores desaparecem.
A porta de entrada da Provence, por via aérea, é Marselha, mas, no quesito charme, a melhor base para se hospedar é Aix-en-Provence. A dica é fazer bate e voltas de carro até as plantações, distantes entre uma e duas horas de viagem.