03/06/2026
JUNHO ANTI-TUBARÃO? TEMOS MARGEM PARA RESISTIR
🦈 Se os clubes europeus mais endinheirados são os tubarões, o FC Porto parece chegar a este mercado razoavelmente. É, de facto, dos fundamentais, a verdade é que ainda ninguém saiu.
Até 30 de junho para equilibrar as contas do exercício financeiro, é sabido que temos de vender (bem!), mas não estamos forçados a baixar exigências por pressão imediata.
💰 Isto é particularmente relevante quando se fala de jogadores muito valorizados, como Diogo Costa, Kiwior, Froholdt, Gabri Veiga ou Mora.
Quem quiser levar talento do Dragão terá de pagar. E bem.
No passado recente, o FC Porto já foi obrigado a negociar ativos importantes em momentos-limite.
Recordo:
Luis Díaz saiu para o Liverpool por €45 milhões, em janeiro de 2022, por razões de liquidez e Vitinha rumou ao PSG por €41,5 milhões, precisamente a 30 de junho, para garantir o cumprimento das metas financeiras da UEFA.
📊 Agora, o cenário parece diferente. Apesar do aumento de encargos no segundo semestre, com reforços de inverno, a compra de Pietuszewski, a aquisição definitiva de Kiwior e a contratação de João Afonso, a SAD também conta com encaixes relevantes: vendas de Danny Namaso e Ángel Alarcón, objetivos cumpridos por ex-jogadores, como Evanilson, e receitas adicionais da Liga Europa.
Assim, uma venda de valor mais moderado, na ordem dos €15/20 milhões, poderá ser suficiente para manter o exercício encaminhado, sem necessidade de sacrificar as principais pérolas do plantel.
🏆 E há ainda outro dado importante: a Champions volta a passar pela Invicta. Para clubes que ultrapassem a fase de liga, a média de encaixe pode rondar os €40 a €60 milhões.
O FC Porto pode vender, desta vez, não parece ter de vender à pressa.
E isso, num mercado cheio de tubarões, muda tudo.