10/07/2021
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Eu sempre gostei de escrever. (Obrigado mãe.)
Mas poucas as vezes foram as que eu compartilhei algo pessoal.
Seja por vergonha, ou até por achar desinteressante... gostava de escrever sobre o que sinto, quem sou eu.
Mas, hoje resolvi por em palavras o que tenho vivido..
33 anos. Esse ano, não comemorei... é um ano triste. Mórbido. Fúnebre.
Mudei de estado. De PE a MG.
Perdi meu pai. Peguei COVID. E inúmeros outros problemas que os que estão comigo, que me conhecem, acompanharam de "perto". (Marcados devidamente.)
Tem sido uma luta. Como deve ser. Como sempre foi.
Aprendi um dia: Não importa o quanto você bate forte, e sim, o quanto se aguenta apanhar e se manter de pé.
Eu tô feliz, firme, reto. Tracei uma linha, pouco ambiciosa até, porque é assim que sempre fui, sempre serei.
Eu nunca fiz nada por dinheiro, sempre foi por felicidade.
Ser feliz, ser completo sempre me significou mais do que um bolso cheio.
Esse sou eu. Eu tive de rodar muito. Muitos KM nas costas, muita poeira, asfalto, chuva, sol, e quedas, acidentes pra sabe que nada disso é suficiente. Eu to em paz, eu to feliz.
Não me engano, sinto falta e isso quase me mata, a minha rainha, minha mãe, da minha pequena irmã, dos meus irmãos. Mas aonde estou, eles estão aqui, comigo.
(Longe, longe, longe, aqui do lado, nada nos separa.)
(Obrigado Gessinger!)
Hoje, (Uns dias na verdade) um apartamento alugado.
Como eu queria. Do jeito que eu queria.
Muita mão suja. Lágrima. Suor. Dor.
(Te amo e te odeio Fazer!)
Mas tô aqui. Na minha cama,
(Obrigado Karina!) no meu quarto.
No meu LAR. Ainda falta muito, mas, eu chego lá.
Obrigado, de verdade, a todos, que participaram e participam disso, dessa minha aventura (porque não acho outra palavra) que é viver a vida.
Sigo.
De PÉ.
(Trocadilho implícito. )
Força sempre.
E lembrem:
Respeitem os vivos;
honrem os mortos.