13/07/2021
Atualmente a maioria dos carros emplacados no Brasil é flex. Há dez anos, a frota bicombustível já ultrapassava os seis milhões de automóveis, 46% do total, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Ainda assim, mais de 15 anos depois do primeiro veículo flex ser produzido no país, a tecnologia gera dúvidas.
O motor flex foi feito para queimar tanto a gasolina quanto o etanol. No escapamento, um componente chamado sonda lambda reconhece qual é o combustível utilizado e informa a central eletrônica do modelo, que ajusta o motor para que ele desenvolva o desempenho ideal para o combustível ou a mistura presente no tanque.
Se o motorista completou o carro com etanol, em baixas temperaturas, e esqueceu de colocar a gasolina no tanquinho de partida a frio, o carro pode ter dificuldades para funcionar. É que o automóvel começa a rodar com o restante do combustível antigo, que já estava no sistema, e, se o motorista anda menos de 10 quilômetros, a sonda não tem tempo suficiente para diferenciar a gasolina do etanol.
A vida é sempre uma questão de escolha. Se o motorista prefere autonomia, o ideal é abastecer apenas com gasolina. Isso porque o consumo do derivado do petróleo é menor. Mas se faz questão do desempenho, não há dúvidas, o melhor é encher o tanque com etanol. A mistura dos dois agrada gregos e troianos. Ah, se por um acaso o dono do carro gostar mesmo é de economia, deve considerar o custo relativo entre os dois combustíveis.