Crioula Curadoria Alimentar

Crioula Curadoria Alimentar Soluções para uma alimentação justa e saudável para as pessoas e o planeta

o prato que você come guarda a história do que te adoeceu e o caminho da sua cura.alimentação, raça e saúde mental não s...
28/04/2026

o prato que você come guarda a história do que te adoeceu e o caminho da sua cura.

alimentação, raça e saúde mental não são assuntos separados. nunca foram.

antes de qualquer protocolo clínico, antes de qualquer manual de saúde mental, a nossa ancestralidade já sabia.

sabia que o azeite de dendê não era só gordura. que o quiabo não era só vegetal. que a pimenta não era só tempero. que sentar à mesa com a sua gente curava o que o isolamento adoecia.

os terreiros tinham farmácia. as rezadeiras tinham diagnóstico. as mulheres que cozinhavam para os orixás entendiam de sistema nervoso antes de a ciência nomear o eixo intestino-cérebro.

a gente foi ensinada a desconfiar disso. a trocar o que era nosso pelo que veio de fora. e esse abandono também adoece.
na quinta-feira, um dos blocos da aula vai ser dedicado exatamente a isso: alimentação afroancestral como caminho de cura para a saúde mental. o que a ciência já comprova. o que a memória sempre soube.

🌿 Aula Semente · Fome de Sanidade
📅 30/04 · quinta · 19h · ao vivo
💰 R$ 157 · 2º lote só até hoje, 23h59
link na bio 🔗

O que foi chamada de postura culturalmente preconceituosa eu chamo de racismo alimentar. Sempre cabe espaço para a justi...
17/08/2025

O que foi chamada de postura culturalmente preconceituosa eu chamo de racismo alimentar.

Sempre cabe espaço para a justificativa do erro, do equívoco, da revisão quando o ator praticante é o humano universal.

Justiça climática não existe sem equidade racial e o respeito as culturas alimentares originárias de um povo é central nessa discussão. É assim que organizações multilaterais/internacionais - chamem do que quiserem -, compreende que a vida tem que ser: pasteurizada pela indústria de alimentos, pelo agronegócio e grandes corporações que são os principais negociadores que tem sentado nessas mesas de negociação.

Vitrine lobista como bem falou Tainá Marajoara ( ), pensadora e cozinheira indígena que nutro profunda admiração. A COP30 com suas polêmicas e incongruências passará. O que sempre existiu antes dela e seguirá resistindo para além é a cultura alimentar amazônica que é indígena, ribeirinha, quilombola e contracolonial.

“Mesmo que queimem os símbolos,
Não queimarão os significados.
Mesmo queimando o nosso povo,
Não queimarão a ancestralidade.”

Nego Bispo

por

5 de junho - dia nacional do meio ambiente e aquele lembrete da :Não existe justiça ambiental~nem sistemas alimentares s...
06/06/2025

5 de junho - dia nacional do meio ambiente e aquele lembrete da :

Não existe justiça ambiental
~nem sistemas alimentares sustentáveis~
sem equidade racial

Somos natureza e o que nos afasta dela, é a colonização e o racismo. A modernidade enquanto produto máximo dessa correlação criou uma série de coisas, inclusive a fome, inclusive o agrotóxico, inclusive segregação (alimentar) ou a bancada do boi, bíblia e bala no congresso brasileiro.

Não existe justiça com racismo porque o racismo impacta brutalmente quem sempre soube o que é ser natureza. Nossas práticas alimentares são mediadas pelo racismo que foram distorcidas desde o período pela colonização.

Quais problemas agroalimentares não advém desses fenômenos? Não esqueçamos que se a modernidade é filha do racismo com a colonização, ela possui primas ou irmãs ou best friends forever: a globalização e a urbanização e todas elas querem ver quem mais mais no seu prato.

Mas isso não é um monólogo, é uma reflexão germinante e eu quero saber se ela será regada no canteiro da sua mente. Será que vai?

Ideias germinantes é a minha tentativa de seguir mantendo Nêgo Bispo vivo por mim. A ele deve-se a concepção de palavras germinantes e enquanto sua aprendiz, serei tradutora das suas palavras com o olhar de cultura alimentar, ancestralidade e raça - meus marcadores para refletir sobre comida, “transição justa/sustentabilidade/regeneração/inovação/panc e tudo mais que a branquitute inventar/sistemas alimentares”.

Estou aqui para cultivar amizades e alimentar a revolução. Sou semente nesse mundo, semente crioula do início sem fim.

NOTA DE REPÚDIO ✊🏿É com profunda indignação que vimos a público repudiar mais um caso escancarado de racismo estrutural ...
28/05/2025

NOTA DE REPÚDIO ✊🏿

É com profunda indignação que vimos a público repudiar mais um caso escancarado de racismo estrutural reproduzido por meio do algoritmo do .

Bruna Oliveira, conhecida como nas redes sociais é mulher africana em diáspora no Brasil. Formada em nutrição e mestra em Ciências Sociais, a pesquisadora alimentar possui uma trajetória em instituições reconhecidas, atualmente ocupando um cargo de Sênior no seu nicho profissional, além de ser a matrigestora do Crioula Curadoria Alimentar. Ao acessar o Linkedin na madrugada do dia 26/05/2025, foi violentamente reduzida a estereótipos ra***tas: o algoritmo da plataforma insistiu em recomendar a ela exclusivamente vagas de “auxiliar de serviços gerais”, ignorando por completo minha formação, experiência e competências.

Não se trata de um “erro técnico”. É racismo. A mesma tecnologia que promete eficiência reproduz vieses que historicamente limitam pessoas negras a funções subalternas, mesmo quando ocupamos espaços acadêmicos e profissionais de excelência. Enquanto colegas brancos com formações similares recebem indicações condizentes, nós, profissionais negros, somos algoritmicamente inferiorizados.

Exigimos respostas públicas do LinkedIn:

- Que assuma a responsabilidade pelo viés ra***ta em seu algoritmo;
- Que explique quais medidas urgentes serão tomadas para corrigir essa discriminação;
- Que implemente auditorias étnico-raciais em seus sistemas de IA, com transparência.

Não aceitaremos mais a naturalização do racismo, muito menos em meio digital. Tecnologia que segrega não é inovação: é opressão com nova roupagem. Alertamos outras vítimas dessas práticas a denunciarem: o silêncio das plataformas só se quebra com pressão coletiva.

Às empresas de tecnologia: Não há neutralidade quando seus códigos perpetuam exclusão. Nosso lugar não é o que suas máquinas ra***tas determinam. À sociedade: Enxerguem o racismo também por trás das telas e denunciem!

Descoloniza tua comida 🥘Como viver esse processo? Certamente não é um caminho simples. Isso porque comida é assunto séri...
17/03/2025

Descoloniza tua comida 🥘

Como viver esse processo? Certamente não é um caminho simples. Isso porque comida é assunto sério, importante, necessário e bastante complexo de ser tratado.

Comida não é somente uma receita. Tem muita história e conhecimento na elaboração de uma preparação, especialmente aquelas que atravessam os tempos e mostram a resistência da memória culinária que compõem as culturas de povos. Comida é cultura. Marcador identitário e propulsora de movimentos e representações sociais.

Descolonizar nossa comida significa colocar em suspensão as narrativas construídas a partir do olhar do colonizador, dos valores da branquitude como parâmetro de normalidade e convencionalidade. Descolonizar nossa comida significa defender os direitos de povos e comunidades tradicionais de nomear, definir, sistematizar e difundir como se identifica, como se planta, quando se colhe, o que preparar e com quem partilhar.

É aprender a partir das vozes que não estão na grande imprensa, nos compêndios acadêmicos renomados ou com milhares de pessoas nas audiências dos seus perfis aqui nas redes sociais. Quem são suas referências? Quem te ensinou a comer? Essas fontes determinam quanto você é atravessado ou não pelo nutricídio.

Descolonizar a comida é se abrir para as ancestralidades africana e indígena nas suas pluralidades e caminhos para futuros mais solidários e nutridos em respeito as pessoas, os animais e a natureza como um todo. Estamos pronto para um debate honesto sobre alimentação e colonialidade?!

🌻 Nossos trabalhos na vem com esse princípio: democratizar conhecimentos sobre alimentar numa perspectiva afro referenciada para nutrir sistemas alimentares mais justos, inclusivos e solidários. Acompanhe nossos trabalhos aqui no perfil e leia nossos conteúdos também no site: crioula.net

Ilustração:

🌻O futuro já foi plantado. E tem nome de mulher negra. A luta das mulheres negras sempre foi uma luta pelo direito de ex...
08/03/2025

🌻O futuro já foi plantado. E tem nome de mulher negra.

A luta das mulheres negras sempre foi uma luta pelo direito de existir por inteiro. De amar, de criar, de ensinar, de transformar. No coração das comunidades africanas e afrodiásporicas, são elas que sustentam o mundo, que inventam caminhos quando tudo ao redor tenta apagar seus passos.

Nossas mais velhas sempre souberam: cuidado é força. É estratégia. É revolução. Não é sobre suavidade ou submissão, mas sobre saber manter o que é sagrado—o corpo, a terra, a memória. Desde as roças até as universidades, das cozinhas aos laboratórios, o pensamento feminino negro carrega consigo a sabedoria de quem sempre precisou ser muitas ao mesmo tempo.

Mulheres negras não apenas cultivam a terra; cultivam futuros. Não apenas cozinham; alimentam histórias. Não apenas criam; reinventam o mundo. O saber ancestral que carregam não cabe nas instituições ocidentais, mas as transforma desde dentro. Se o mundo está em crise, é porque ignorou por tempo demais as mãos que sempre souberam como cuidar dele.

Neste 8 de março, não pedimos espaço, tomamos os lugares que sempre foram nossos. Celebramos aquelas que vieram antes, que abriram os caminhos. E seguimos. Porque a potência da mulheridade negra não tem fim. Ela pulsa em cada gesto, em cada troca, em cada vida que floresce por seu toque!

A benção às memórias de todas que nos antecedem!🙌🏿

MATO É COMIDA? Conheça as PANC ancestrais 🌿Está dada a largada para o lançamento do curso da nossa querida Bruna Crioula...
27/02/2025

MATO É COMIDA? Conheça as PANC ancestrais 🌿

Está dada a largada para o lançamento do curso da nossa querida Bruna Crioula. Essa formação é a oportunidade perfeita para as pessoas que desejam mais autonomia na cozinha e querer incorporar mais sustentabilidade nas suas práticas culinárias.

Quer saber mais? A Bru te conta na live que vai acontecer às 20h no nosso canal do YouTube. Te esperamos com muita animação para esse bate papo que vai tirar todas as suas dúvidas para embarcar nessa jornada com a gente! E aprender com a melhor pessoa faz toda a diferença! A Bru tem 15 anos como coletora urbana e 8 anos de um caminho de afro referenciar e contracolonizar suas práticas.

Vem cozinhar umas ideias com a gente porque aqui, mato não é somente comida, é também conhecimento!

Um papo sobre racismo alimentar, PANC, coletas e uma novidade!🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 ...

✨🍴 Hoje é Dia de Doar! 🍴✨Nós somos a Crioula | Curadoria Alimentar: um ecossistema criativo liderado por mulheres negras...
04/12/2024

✨🍴 Hoje é Dia de Doar! 🍴✨

Nós somos a Crioula | Curadoria Alimentar: um ecossistema criativo liderado por mulheres negras, que une ancestralidade e ecologia para transformar os sistemas alimentares 🌍. Cozinhar, nutrir e compartilhar são atos revolucionários — e aqui, a revolução começa na cozinha, com cuidado, afeto, memória e transformação 💫.

Desde 2017, estamos comprometidas em combater o racismo alimentar, promover saúde e democratizar conhecimentos sobre a cultura alimentar afroancestral. ✊🏿 Nosso trabalho vai da semente ao prato, construindo espaços inclusivos, sustentáveis e de impacto socioambiental positivo. Cada ação nossa é um convite para um ciclo virtuoso de transformação.

💛 Hoje, precisamos de você!
Doe/pix: [email protected]

Sua contribuição permite que sigamos construindo conhecimento com acesso livre, assim como amplia o acesso (por meio de bolsas sociais) a formações profissionais, acadêmicas e ativistas que sejam significativas para o desenvolvimento humano e profissionais nas trajetórias de mulheres negras (quilombolas, da matriz africana e comunidades de terreiros), indígenas, periféricas e da comunidade lgbtqiapn+.

Cada apoio tem muito valor para nós! Queremos preparar um banquete abundante, contínuo e permanente para todas as pessoas. Germine sistemas alimentares inclusivos, sustentáveis e promotores de saúde humana e ambiental apoiando a Crioula.

Vamos juntas preparar um banquete para o futuro? 🍽️
🌟 pix: [email protected]

Nutricídio é tema de curso online 👩🏿‍💻Nutrcídio para além da insegurança alimentar é uma das aulas do curso online lança...
24/09/2024

Nutricídio é tema de curso online 👩🏿‍💻

Nutrcídio para além da insegurança alimentar é uma das aulas do curso online lançado pela em parceria com a Associação Brasileira de Nutrição sobre relações étnico-raciais na Nutrição

🍽️✊🏽 Relações Étnico-Raciais na Nutrição: Reflexões para Novas Práticas Profissionais é o nome do novo curso online lançado pela Associação Brasileira de Nutrição - .brasil .

O curso foi elaborado de maneira coletiva e colaborativa por colegas talentosos integrantes da Rede Ajeum com o objetivo de contribuir na educação permanente de colegas pela inclusão de questões etnico-raciais nos fazeres profissionais da nutrição em suas diferentes áreas de atuação.

📍 Objetivos do curso:

- Contribuir com uma formação antirra***ta no campo da nutrição;
- Promover o debate sobre relações étnico-raciais na alimentação e nutrição;
- Fornecer ferramentas e subsídios teóricos para uma prática profissional mais inclusiva.

É uma alegria ter a como uma das professoras dessa formação. Uma ação que fortalece a construção de uma nutrição que abrace a diversidade e combata o racismo dentro e fora do campo da alimentação e nutrição.

🚨 importante: o curso é para pessoas filiadas a associação. Conheça o programa do curso na página da ASBRAN! 🖥️

PraQuemDoar? 🩵A Crioula Curadoria Alimentar faz parte das das iniciativas presentes no ParaQuemDoar.com.br! Idealizado p...
21/09/2024

PraQuemDoar? 🩵

A Crioula Curadoria Alimentar faz parte das das iniciativas presentes no ParaQuemDoar.com.br! Idealizado pela Globo durante a pandemia, o espaço agora amplia seu alcance através da parceria com a Benfeitoria e visa conectar doadores de todo o país com importantes iniciativas que transformam vidas e mundos, como a nossa.

Sua doação permite que a gente fortaleça o FUNDOCrioula, ação de solidariedade da Crioula em defesa dos povos indígenas, negros, tradicionais, periféricos e animais não humanos que sofrem os impactos do racismo ambiental no Rio Grande do Sul.

Doe hoje mesmo em nossa página paraquemdoar.com.br/crioula (tem link na bio).

Endereço

Brasília, DF

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